Pausa
Esta calma que me invade agora
É a brisa doce que sopra minha ‘alma
É o silêncio seco do depois de tudo
... Da tempestade, da tormenta finda
É a pausa indefinível e estática ...
Do vamos ver como é que fica agora
.... Quando só a lembrança da loucura
Parece longe demais para ser real
Foge da nossa mente e como flash
Surge do nada e às vezes ...
E a paz como gelo reconfortante
Invade meu espírito cansado da
Inconsequência
.... Que repousa ... lembra ... e até sorri
Mas maduro, seguro, agora
Com a certeza do que aprendeu
Meu rosto se parece com o do capitão
Sentado e calmo no convés do navio
Tirando baforadas no seu cachimbo
Relembrando o furor das vagas,
Mas sentido a brisa que afaga
Sonha agora
Embalado
No vai-e-vem
Compassado e
Monótono do
Mar da vida...

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