quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
sábado, 22 de dezembro de 2018
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
Oi, meus queridos!
Vou oferecer-lhes a receita de Tender de Natal que minha mãe fazia: momento nostalgia! Anos setenta
Lá vai:
Vou oferecer-lhes a receita de Tender de Natal que minha mãe fazia: momento nostalgia! Anos setenta
Lá vai:
Tender de Natal da dona Sylvia
1 Tender da sua escolha
1 copo de vinho branco seco
2 cebolas grandes cortadas em rodelas
2 folhas de louro
3 dentes de alho picadinho
E os seguintes legumes:
1 abóbora cabochão cortada em cubos com a casca
1 cenoura grande descascada e cortada em rodelas
1 berinjela com casca em cubos
8 batatas bolinhas de tamanho médio, com casca cortadas ao meio
Orégano, pitada de cury, cominho em pó (bemmmmm pouquinho), salsinha picadinha, sal light.
1 copo de vinho branco seco
2 cebolas grandes cortadas em rodelas
2 folhas de louro
3 dentes de alho picadinho
E os seguintes legumes:
1 abóbora cabochão cortada em cubos com a casca
1 cenoura grande descascada e cortada em rodelas
1 berinjela com casca em cubos
8 batatas bolinhas de tamanho médio, com casca cortadas ao meio
Orégano, pitada de cury, cominho em pó (bemmmmm pouquinho), salsinha picadinha, sal light.
Modo de fazer:
Faça cortes fundos na pele do Tender (+_ de 1 cm) desenhando losangos (balõezinhos)
Em cada losango, coloque 1 cravo espetado. Reserve
Pegue uma assadeira redonda, funda e vá espalhando os legumes que vc já temperou com a cebola, o louro, o alho e o vinho branco.
Arrume um lugar bem no meio deles e coloque o Tender .
Salpique os legumes com o cury, orégano, cominho (cuidado, pouco cominho em pó), salsinha e o sal light.
Antes de levar ao forno, derrame mel sobre o Tender, generosamente, espalhando sobre ele.
E regue azeite sobre os legumes, também generosamente.
Leve ao forno, até que os legumes fiquem a seu gosto.
Bon apetit!!!!
Faça cortes fundos na pele do Tender (+_ de 1 cm) desenhando losangos (balõezinhos)
Em cada losango, coloque 1 cravo espetado. Reserve
Pegue uma assadeira redonda, funda e vá espalhando os legumes que vc já temperou com a cebola, o louro, o alho e o vinho branco.
Arrume um lugar bem no meio deles e coloque o Tender .
Salpique os legumes com o cury, orégano, cominho (cuidado, pouco cominho em pó), salsinha e o sal light.
Antes de levar ao forno, derrame mel sobre o Tender, generosamente, espalhando sobre ele.
E regue azeite sobre os legumes, também generosamente.
Leve ao forno, até que os legumes fiquem a seu gosto.
Bon apetit!!!!
Obs : se preferir mais tenro, o Tender, cubra uns 20 minutos a assadeira com papel alumínio com o brilhante pra baixo
Decore com figos em calda e cerejas espetadas no Tender com palitos de madeira, se quiser
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Costelinha Suína com Angu da minha sogra Aracy Machado.
Pegue um quilo de costelinha de porco, num açougueiro amigo que escolha do seu gosto.
Tempere, de um dia para outro, apenas com 5 dentes de alho bem amassado, pilado, com um pouco de sal a seu gosto. Esfregue essa mistura na costelinha. Salpique um nada de orégano e uma pitada de pimenta do reino branca. Mantenha até o dia seguinte coberto na geladeira.
Uma hora antes de servir, esquente bem o azeite ou óleo numa panela grossa. Coloque os pedaços de costelinha suína e mexa, de vez em quando, até ficarem dourados.
Esquente água, despeje sobre as costelinhas até quase cobri-las.
Assim que essa água secar, vá pingando mais água quente: seca, pinga, seca, pinga...até você vir que ficaram macias, douradas e sequinhas. Desligue e reserve.
Angu: coloque água a ferver numa panela grossa, onde você já colocou uma pitada de sal, um fio de óleo (por vezes, d.a Aracy não colocava sal, nem óleo, fazia o verdadeiro angu mineiro, mas ela trazia o fubá do milho moído no moinho da fazenda dela, a Rio Claro em São Luíz do Paraitinga. Aí, sim! Não precisava nada, nem sal, nem óleo, só água pra cozinhar por 45 minutos! Hummm)
Mas, como não temos o fubá da fazenda, voltamos ao ponto que indiquei colocar sal e óleo. Nada de tempero.
Quando ferver, desmanche um tanto de fubá numa cabeça com água fria que dê para umedecer bem o fubá que você vai colocando às colheradas na água pulando de ferver. Mexa sem parar e observando o ponto que você quer, se mais mole, ou mais firme.
Após uns bons 10 minutos, se o fubá for mimoso, despeje esse angu numa travessa. Atenção! O angu não leva molho como a polenta.
Pra finalizar o prato, pique 2 cebolas na panela das costelinhas, deixe tudo refogar junto, enquanto você acrescenta um ramo de alfavaca ou manjerona. Deixe que a carne se impregne com o perfume da cebola e das ervas. Tudo refogado, disponha, com cuidado as costelinhas sobre a travessa com o angu.
Acompanha: feijão, arroz e couve.
Bon apatit.
Apetit
sábado, 1 de dezembro de 2018
terça-feira, 27 de novembro de 2018
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
terça-feira, 13 de novembro de 2018
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
Meus queridos leitores e seguidores do meu blog.
Vamos deixar acontecer... só posso adiantar que são verdades. Mesmo porque, não sou nada boa de inventar.
Minhas poesias são os meus sentidos, verdadeiras sinestesias de amor e angústias anotadas, uma a uma, desde os meus tenros onze anos... Minhas histórias, no "A menina da Vila das Graças," vivenciei-as todas na década de cinquenta, cada traquinagem, cada apuro, cada aventura... histórias de uma infância feliz, pura e de muitos momentos
As viagens do "Cartas da França" atuei, eu mesma, protagonizando em primeira pessoa, cada uma delas," in loco": França, Espanha, Itália, San Marino, Inglaterra, Suíça, Alemanha, Portugal...Dois anos de Provence me permitiram conhecer algumas das regiões mais cobiçadas do Planeta.
Minhas receitas, no: “Receitas da mamãe-década de cinquenta “ foram aprendidas e feitas à beira do fogão a carvão de onde posso fechar os olhos, ainda hoje, e ver mamãe limpando as mãos mal lavadas nos bolsos daquele avental xadrez sempre maculado das manchas escuras mal quaradas no capim.
As crônicas, no “Ouvi e entrego”, eu vivenciei nos meus cursos de Teologia, nas Palavras dos Cultos, das pregações nas missas na missa infância, nos estudos das Células, Reuniões... Anotadas em cadernos inseparáveis, passadas a limpo, digitadas, plasmadas, podem ser compartilhadas, entregues àqueles que buscam seu contínuo desenvolvimento espiritual. Primeiro, perguntei ao meu Apóstolo que me abençoou e me deu permissão, sem antes me aconselhar que orasse pela presença da Luz do Espírito Santo antes de escrever as mensagens anotadas.
Estando eu, hoje, com 71 anos, penso em dividir com vocês alguns fatos que, embora sejam reais, trazem um não sei o que de “como assim?”, ”por que Isso aconteceu comigo?”, algo que transcende, algo que toca o desconhecido, algo que acontece com todos vocês, tenho certeza! E ficam, como fica, agora em mim, incomodando para serem reveladas. Que tal se enveredar por essa minha trilha e soprar, sussurrar segredos e coincidências nas páginas do seu diário fantástico?
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
terça-feira, 30 de outubro de 2018
🍰🍰🍰🍰Torta de maçã🍰🍰🍰🍰
📌Ingredientes
1 tablete de 15 g de fermento fleishmann
1/4 de leite morno
1 colher de açúcar
1 tablete de 15 g de fermento fleishmann
1/4 de leite morno
1 colher de açúcar
📌Modo de preparo
Misture bem esses três ingredientes, misture o resto do leite que sobrou no copo e deixe crescer.
Enquanto isso, faça uma farofa com 300 g de trigo e 150 gramas de manteiga ou margarina onde você faz um buraco e acrescenta um ovo, uma pitada de sal, mistura e incorpora na esponja de fermento crescido. Deixe descansando enquanto vc faz o recheio:
recheio- 4 maçãs descascadas e raladas grosseiramente. Exprema pra tirar o caldo. Coloque 1 xícara de passas embebidas em hum e 1 xícara de nozes picadas.
Misture bem esses três ingredientes, misture o resto do leite que sobrou no copo e deixe crescer.
Enquanto isso, faça uma farofa com 300 g de trigo e 150 gramas de manteiga ou margarina onde você faz um buraco e acrescenta um ovo, uma pitada de sal, mistura e incorpora na esponja de fermento crescido. Deixe descansando enquanto vc faz o recheio:
recheio- 4 maçãs descascadas e raladas grosseiramente. Exprema pra tirar o caldo. Coloque 1 xícara de passas embebidas em hum e 1 xícara de nozes picadas.
Misture açúcar e canela à gosto e à parte. Reserve.
Divida a massa em duas partes. Abra cada uma com o rolo, mais ou menos na espessura de um dedo.
Forre uma forma untada com manteiga ou margarina. Salpique farinha de rosca sobre a massa antes do recheio.
Coloque as maçãs raladas e esgotadas sobre a massa, salpique o açucar com a canela, distribua as nozes e as passas sobre a maçã, salpique mais duas colheres de açúcar sobre tudo, aperte um pouquinho com as mãos para impactar o recheio.
Cubra com a outra parte da massa aberta. Faça alguns furinhos com o garfo para que ela não estufe enquanto assa, pincele com gema e leve ao forno médio.
hummmmmmmmm
Forre uma forma untada com manteiga ou margarina. Salpique farinha de rosca sobre a massa antes do recheio.
Coloque as maçãs raladas e esgotadas sobre a massa, salpique o açucar com a canela, distribua as nozes e as passas sobre a maçã, salpique mais duas colheres de açúcar sobre tudo, aperte um pouquinho com as mãos para impactar o recheio.
Cubra com a outra parte da massa aberta. Faça alguns furinhos com o garfo para que ela não estufe enquanto assa, pincele com gema e leve ao forno médio.
hummmmmmmmm
sábado, 27 de outubro de 2018
terça-feira, 23 de outubro de 2018
terça-feira, 16 de outubro de 2018
Ai... de mim ...
Neste mundo comum
De espaços tão banais
Pessoas reais demais
Desfilando ações
cruéis
Automatizando
sensações
Egoístas em série
Brinquedos à corda
Conduzidos para que
fim?
Ai ... de mim ...
Que vejo a flor
Que amo a lua
Que gosto da chuva
Molhando a terra
E me esqueço para sempre
Num sorriso de
criança
Ai ... de mim
Que sonho melodias
Me apaixono por
palavras
Leio histórias
de Avalon
E quando chega o
verão
Nado à noite com
Iemanjá.
Ai... de mim...
Que amo reles objetos
O cheiro do cobertor
No meu travesseiro , seu suor
E sonho com o ipê que desfolha
O agosto da primavera
Ai ... de mim ... enfim...
Que cato conchas na
praia
Crio asas de repente
E num bando de
gaivotas
Vou me debruçar no
sol poente
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
terça-feira, 2 de outubro de 2018
sábado, 29 de setembro de 2018
ROCOMBOLE DE CENOURA
Essa recita era minha favorita do livro da açúcar União da minha infância
Receita passada de geração para geração.... fácil, rápido e o mais importante.... delicioso.
INGREDIENTES
MASSA
- ½ kilo de cenouras cozidas
- 2 colheres de farinha de trigo
- 400 grs de açúcar
- 4 gemas
- 1 pitada de sal
- 2 colheres de manteiga
- 3 claras em neve
RECHEIO – BABA DE MOÇA
- 1 vidro de leite de coco
- 200 grs de açúcar
- 3 gemas
MODO DE PREPARO
MASSA
- Bata as claras em neve, reserve.
- Bata todo os ingredientes, menos as claras, no liquidificador por aproximadamente 5 mim. Acrescente manualmente e bem devagar, as claras em neves.
- Coloque a massa numa assadeira bem grande, untada com manteiga e açúcar ou papel manteiga e leve ao forno + ou – por 30 min.
RECHEIO – BABA DE MOÇA
- Em uma panela, junte o leite de coco e o açúcar. Leve ao fogo, ao levantar fervura retire do fogo e junte 3 gemas batidas. Leve novamente ao fogo e retire quando começar a ferver.
MONTAGEM
- Desenforme o bolo encima de um pano de louça untado com açúcar, coloque e recheio e enrole-o com o auxilio do pano de louças. Jogue um pouquinho de recheio em cima
DICA
- Para o rocambole não quebrar no momento da montagem, sugerimos enrolar com o bolo e o recheio morno.
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
sexta-feira, 21 de setembro de 2018
Moulin de Daudet
Vocês já ouviram falar no ”Moulin de Daudet”?
Ele é
um moinho a vento com sua torre de pedras calcárias avermelhadas, telhado de
ardósia, hélices enormes e muito bem reformadas. Cercado por uma mureta também
de pedras, seu pátio segue o contorno arredondado de sua torre. As escadarias
de acesso ao pátio são um convite para nos sentarmos em seus degraus e ficarmos
simplesmente a olhar a paisagem a nossa volta.
Em
plena montanheta, a caminho de Fontvielle, o velho moinho atrai turistas do
mundo inteiro. E o que teria ele de tão especial? Não existiriam outros nas
mesmas condições na Provence? É claro, eu respondo, mas não com a distinção de
ter sido pintado a óleo por Van Gogh e descrito por Alphonse Daudet em seus
livros. Alguns desses escritos, plasmados aqui mesmo, nos degraus do moinho: ”Les
Lettres de Mon Moulin”.
Enquanto
descansamos sentados na escada, e após a visita ao museu de Daudet, máquina de
fotos à mão, sentimos o cheiro das ervas ao nosso redor: menta, arruda,
tomilho, lavanda selvagem e tantas outras que crescem como mato na Provence.
Dizem que os coelhos caçados naquela região crescem temperados, já que se
alimentam das ervas perfumadas. São também as mesmas ervas que alimentavam a cabra
do senhor Serguin, personagens de Daudet em: ”La Chevre de Mr. Seguin”
No
mesmo passeio, podemos seguir em direção de Saint Remy e passarmos pelo
hospital onde Van Gogh esteve internado numa de suas famosas depressões
existenciais, quando ele se cortou a própria orelha durante uma de suas crises.
À frente desse hospital,
existe um monastério antiquíssimo. Belíssima construção medieval, cuja atração
principal é um “Cloitre” lugar magnífico, florido de todas as cores, onde ele,
Van Gogh, passava horas e horas meditando. Dizem que os freis tiveram muito a
ver com sua melhora.
Olhar, através das vidraças de seu
antigo quarto de hospital, é uma emoção de arrepiar. Mas vc pode pagar um
ingresso e ter acesso a uma réplica do quarto onde o pintor se recuperava na
época, com seus objetos pessoais, mobília, pintura de parede, tudo como ele
deixou.
Uma
vez no “centre ville” de Saint Remy, toma-se um bom café à sombra de um
platanus, no Bar de Van Gogh, assim chamado por ser o bar onde ele se reunia
com os amigos para pintar ou simplesmente relaxar após vir dos campos
escolhidos como temas de suas pinturas.
Marcas
da civilização romana fazem-se presentes de quebra, como um presente, nesses
mesmos caminhos, sem desvios, nem perda de tempo. É assim, que, de repente, na
paisagem, duas colunas Romanas colossais... mais fotos. À frente, arqueólogos
trabalhavam num terreno enorme e esburacado. Uma cidade inteira sendo desencravada.
Apogeu dos conquistadores romanos: salas de banhos comunitários, anfiteatro, mercado, escoadores de água...Tudo ali, à
beira do caminho.
Voltamos
com o carro cheirando a ervas de Provence, as quais aprendemos colher como os franceses, com
cuidado, cortando sem retirar as raízes para que elas ainda cresçam ali se
voltarmos um dia.
Como
não tivemos sorte de caçarmos um coelho da região, contentamo-nos com uns
escargôs bem robustos catados no meio das ervas. Temperado por temperado...
A
Bientôt !!!!!
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
sexta-feira, 14 de setembro de 2018
Peixada Ubatubana
Frite o quanto de cebola vc goste em azeite e óleo o quanto baste.
Junte alho amassados a gosto
Deixe murchar bem
Tempero pronto de sal com alho, só pra salgar um pouco. Corte tomate bem madurinho e frite junto.
Salpique orégano, cúrcuma, Coentro se gostar, cheiro verde, tempero baiano em pó e abafe tudo uns minutinhos, mexendo sempre.
Ferva um Lutero de água e despeje na panela do refogado.
Vire Também meio vidro de leite de coco.
Espere ferver bem e acrescente umas 3 batatas, 2 cenouras, uma cebolona, pimenta a gosto, um pimentão vermelho. Quando os legumes estiverem quase no ponto, deite as postas de peixe de sua preferência no caldo fervendo.
Deixe apenas 10 minutos sem mexer
Coloque por cima o resto do leite de coco .
Mais uns minutos e estará pronto.
Acerte o sal.
Bom apetit.
Junte alho amassados a gosto
Deixe murchar bem
Tempero pronto de sal com alho, só pra salgar um pouco. Corte tomate bem madurinho e frite junto.
Salpique orégano, cúrcuma, Coentro se gostar, cheiro verde, tempero baiano em pó e abafe tudo uns minutinhos, mexendo sempre.
Ferva um Lutero de água e despeje na panela do refogado.
Vire Também meio vidro de leite de coco.
Espere ferver bem e acrescente umas 3 batatas, 2 cenouras, uma cebolona, pimenta a gosto, um pimentão vermelho. Quando os legumes estiverem quase no ponto, deite as postas de peixe de sua preferência no caldo fervendo.
Deixe apenas 10 minutos sem mexer
Coloque por cima o resto do leite de coco .
Mais uns minutos e estará pronto.
Acerte o sal.
Bom apetit.
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Tarasca de Tarascon
Hoje estou com vontade de escrever para vocês a História de Tarascon.
Antes de pisar essa cidade, eu já ouvira meu marido contar, entre uma baforada e outra de cachimbo, a origem do nome de sua cidade natal.
Tarascon, que não raramente eu erro sua grafia, colocando um ”r” a mais, transcrevendo quase foneticamente sua pronúncia:”Tarrascon”, era uma pequena província, muito Antes de Cristo, localizada entre alagados, rios e lagoas.
Quase uma ilha, ela teve sua geografia modificada através dos tempos, e hoje, de suas antigas águas, restaram o Rio Rhône que corta a região e um pouco mais longe, nos arredores de suas vizinhas Arles, Santa Marie de la Mer e adjacências, o famoso “pantanal” francês, a “La Camarga”, região de criação de touros e plantação de arroz.
Mas voltemos àquela pequena Província perdida no mapa antigo da França, numa época em que o mundo estava passando pelo nascimento do Cristianismo, e mal tinha ouvido falar na chegada de um Salvador.
O povo desse lugar andava muito assustado com um monstro horripilante, de tremenda bocarra e que usava da calda para golpear e matar, para depois devorar sem piedade suas vítimas. Não respeitava ninguém. Mulheres, crianças, pescadores, quase toda família do lugar, já havia se enlutado por conta do monstro assassino.
Chamavam-no ”Tarasca” (tarrasca), uma palavra do patuá local.
Ninguém mais queria passar perto do rio. Na cidade havia só luto e desespero. Alguns heróis tentaram livrar a cidade desse meio dragão, meio serpente, mas nada!
O tempo foi passando e o povoado recebeu uma visitante que lá fixou sua morada. Chamava-se Marta. Ela mesma, nada menos que a irmã de Lázaro, ressuscitado por Jesus Cristo.
Era o ano 30 DC, um pouco mais, um pouco menos, e os discípulos e apóstolos Dele, espalharam-se pelo Velho Mundo, pregando a Palavra e levando os fundamentos cristãos. Por isso vamos encontrar Marta à beira do Rio Rhône, onde hoje é o castelo do Roi René, falando ao povo e tentando acalma-los em relação ao monstro assassino. AS rochas, que hoje servem de alicerce para o castelo, escondia a caverna da “Tarasca”.
Marta, numa demonstração de fé diante do povo aflito, benze o animal que dela se aproximava ameaçadoramente. Como que por milagre, o animal se acalma e, como hipnotizado, permite que os homens se aproximem e o matem, livrando o vilarejo do terror em que viviam.
O acontecido espalhou-se convertendo a cidade e atraindo peregrinos de muitos lugares em busca de conforto nas palavras daquela mulher, verdadeiro testemunho de fé.
Hoje, então, Santa Marta para os católicos ou simplesmente Marta para os evangélicos está enterrada no sub-solo da Igreja de Santa Marta, centro de Tarascon que deve seu nome à Tarasca, esse monstro que por muito tempo aterrorizou seus moradores no passado. Turistas do mundo todo, ao visitar o castelo, aproveitam para ver o túmulo da Santa.
Desde a era medieval, um dia do ano é consagrado às lembranças do ato heróico de Santa Marta e à figura da Tarasca, que, feita em papel maché, é arrastada pela cidade pelas mãos dos tarasconeses. É uma grande festa, e as crianças, principalmente, divertem-se ao persegui-la pelas ruas. Ela é verde, tem um rabo de dragão e uma cabeça redonda e cheia de “serras” pontudas como um dinossauro. A barriga enorme e redonda completa a figura do monstro descomunal.
As pessoas foram atrás de uma explicação plausível para essa história e descobriram tratar-se, essa fera, de um crocodilo nativo de terras orientais possa ter vindo parar em Tarascon. Como o povo ocidental da época nunca ouvira falar, nem tivera conhecimento da existência de algo tão pré-histórico e feroz, pensaram tratar-se de um monstro apocalíptico.
É...mas o fato da Santa Marta ter paralisado o monstro a fim de que os homens pudessem matá-lo, permanece ainda em mistério...
À bientot! À toute l´heure!!!!
Antes de pisar essa cidade, eu já ouvira meu marido contar, entre uma baforada e outra de cachimbo, a origem do nome de sua cidade natal.
Tarascon, que não raramente eu erro sua grafia, colocando um ”r” a mais, transcrevendo quase foneticamente sua pronúncia:”Tarrascon”, era uma pequena província, muito Antes de Cristo, localizada entre alagados, rios e lagoas.
Quase uma ilha, ela teve sua geografia modificada através dos tempos, e hoje, de suas antigas águas, restaram o Rio Rhône que corta a região e um pouco mais longe, nos arredores de suas vizinhas Arles, Santa Marie de la Mer e adjacências, o famoso “pantanal” francês, a “La Camarga”, região de criação de touros e plantação de arroz.
Mas voltemos àquela pequena Província perdida no mapa antigo da França, numa época em que o mundo estava passando pelo nascimento do Cristianismo, e mal tinha ouvido falar na chegada de um Salvador.
O povo desse lugar andava muito assustado com um monstro horripilante, de tremenda bocarra e que usava da calda para golpear e matar, para depois devorar sem piedade suas vítimas. Não respeitava ninguém. Mulheres, crianças, pescadores, quase toda família do lugar, já havia se enlutado por conta do monstro assassino.
Chamavam-no ”Tarasca” (tarrasca), uma palavra do patuá local.
Ninguém mais queria passar perto do rio. Na cidade havia só luto e desespero. Alguns heróis tentaram livrar a cidade desse meio dragão, meio serpente, mas nada!
O tempo foi passando e o povoado recebeu uma visitante que lá fixou sua morada. Chamava-se Marta. Ela mesma, nada menos que a irmã de Lázaro, ressuscitado por Jesus Cristo.
Era o ano 30 DC, um pouco mais, um pouco menos, e os discípulos e apóstolos Dele, espalharam-se pelo Velho Mundo, pregando a Palavra e levando os fundamentos cristãos. Por isso vamos encontrar Marta à beira do Rio Rhône, onde hoje é o castelo do Roi René, falando ao povo e tentando acalma-los em relação ao monstro assassino. AS rochas, que hoje servem de alicerce para o castelo, escondia a caverna da “Tarasca”.
Marta, numa demonstração de fé diante do povo aflito, benze o animal que dela se aproximava ameaçadoramente. Como que por milagre, o animal se acalma e, como hipnotizado, permite que os homens se aproximem e o matem, livrando o vilarejo do terror em que viviam.
O acontecido espalhou-se convertendo a cidade e atraindo peregrinos de muitos lugares em busca de conforto nas palavras daquela mulher, verdadeiro testemunho de fé.
Hoje, então, Santa Marta para os católicos ou simplesmente Marta para os evangélicos está enterrada no sub-solo da Igreja de Santa Marta, centro de Tarascon que deve seu nome à Tarasca, esse monstro que por muito tempo aterrorizou seus moradores no passado. Turistas do mundo todo, ao visitar o castelo, aproveitam para ver o túmulo da Santa.
Desde a era medieval, um dia do ano é consagrado às lembranças do ato heróico de Santa Marta e à figura da Tarasca, que, feita em papel maché, é arrastada pela cidade pelas mãos dos tarasconeses. É uma grande festa, e as crianças, principalmente, divertem-se ao persegui-la pelas ruas. Ela é verde, tem um rabo de dragão e uma cabeça redonda e cheia de “serras” pontudas como um dinossauro. A barriga enorme e redonda completa a figura do monstro descomunal.
As pessoas foram atrás de uma explicação plausível para essa história e descobriram tratar-se, essa fera, de um crocodilo nativo de terras orientais possa ter vindo parar em Tarascon. Como o povo ocidental da época nunca ouvira falar, nem tivera conhecimento da existência de algo tão pré-histórico e feroz, pensaram tratar-se de um monstro apocalíptico.
É...mas o fato da Santa Marta ter paralisado o monstro a fim de que os homens pudessem matá-lo, permanece ainda em mistério...
À bientot! À toute l´heure!!!!
sexta-feira, 7 de setembro de 2018
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Pão de Cebola para lanche
Receita da minha sobrinha ZULEIKA (São Paulo)
Coloque no Liquidificador: 3 ovos, 2 copos de leite morno, 50 g de fermento fleshmann, 1 colher de sopa de sal, 1 cebola bem grande picada, uma colher de sopa não muito cheia de açúcar e meio copo de óleo.
Bata, coloque a mistura líquida num grande ball e vá virando, aos poucos e trabalhando com as mãos, mais ou menos um Kg de farinha de trigo até que a massa fique macia e desgrude das mãos.
Sove trabalhando bem a massa, faça pãezinhos e espere crescer um pouco. Eles crescem rápidos.Pincele-os com gema e leve-os ao forno quente. Vigie, pois, assam muito rápido. Corou, assou. Bon apetit!!!!
PASTELZINHO DE BELÉM ou Pastel de Santa Clara.
Pasteizinhos de Porto Bello, uma grande Feira onde se vende de tudo, no centro de Londres.
Ali, um português simpatissíssimo ganha sua vida vendendendo os Pasteizinhos de sua santa terrinha: Lisboa, Portugal.
Em sua lanchonete, encontramos até guaraná brasileiro, coisa raríssima na Europa. Tem até pertencees para uma boa feijoada.
Nem parece que estamos em plena Londres! O paraíso gourmet dos brasileiros.
Eis a receita do:
PASTELZINHO DE BELÉM ou Pastel de Santa Clara.
1 colher de sopa de manteiga, 1 colher de leite, 1 pitada de sal e trigo até dar ponto de uma massa maleável e homogênea.
Faz-se uma calda com açúcar e água. Quando estiver "puxa", despeja-se dentro a mistura de 1 copo de leite, 3 gemas e um pedaço de baunilha na fava. Se não encontrares a baunilha, pode colocar gotas da essência dela.Leve ao fogo para cozinhar mas sem deixar levantar fervura.
Forram-se a forminha com a massa,o mais fino que puderes. Enchem -se as forminhas forradas com o creme.
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
Cartas da França
Quinto Capítulo
Primeiras impressões da França
Quando
chegamos, eu e Antoine, a Tarascon, na Provence, terra natal do meu marido, o
agosto dançava ainda ao ritmo dos pífaros e farândolas. Desfiles, festas
medievais, teatro de mambembe, corrida nas arenas, toros na rua, e manejes
faziam a alegria das crianças e turistas. O cheiro da lavanda recém colhida,
queijos e vinhos, cores e luzes
trouxeram e trazem para cá, os melhores pintores do mundo.
A França prepara seu outono. As folhas
dos pleupiers e dos platanes são as primeiras que amarelam e caem ao vento...
A Provence de Van Gogh perde seu azul
anil, sua luz ofuscante. Os girassóis, a lavanda, a verde clorofila forte das
ervas que contrasta com o branco calcário das” montanhetas”, tudo se esmaece aos poucos...
Os barcos, nos canais do Midi,
recolhem-se. O amarelo, o marron e o vermelho começam a pincelar a Natureza!
Eu escrevo esse artigo à sombra de um
platanus majestoso, aproveitando um lindo pôr–do-sol na cidade de Vedene,
Avignon. O Chemin de La Lorrene, a
bucólica estrada que nos trouxe chez Michele e Jean, ainda está repleta de
violetas que resistem. A casa deles é linda e o platanus que me abriga fica no
seu jardim. Que cenário!
Ontem, em Saint Remy de Provence, 250
pintores nas ruas e praças mostravam retratos e paisagens de moinhos, toros,
arlesianas, oliveiras, la Camargue, cabanons, vinhas. Uma exposição fechando o
verão.
Hoje, em Avignon, no dia anual “ Portes
Ouvertes” pudemos gratuitamente extasiar nossos olhos nos museus e monumentos, igrejas e palácios da
cidade, num evento que acontece na França inteira. Isso acontece uma vez por
ano no verão.
Mas o encanto não acaba com o verão
provençal. Os matizes do outono, as frutas, o aconchego dos ambiantes
aquecidos, a conversa a table entre amigos, fazem-se presentes como num piscar
de olhos. Um jilé nos ombros hoje, o abandono dos ambiantes no terrraço amanhã,
os ventos Mistral e Tramontano soprando forte lá fora, tudo muda em uma semana
ou duas. A TV. Mostra, nos noticiários, quantos minutos de sol perdemos a cada
dia.
Nas ruas, uma presença nova : estudantes
barulhentos voltam às aulas. É a rentrée como eles dizem.
Magicamente, uma mudança outonal, como
todas as trocas de “saison” aqui, acontece docemente, mas, poeticamente, forte como
um bom trago de vinho rouge sec do “Côte du Rhône”.
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