terça-feira, 30 de março de 2021

quarta-feira, 24 de março de 2021



Inevitável

Qualquer coisa
De expectativa
De anunciação
Qualquer coisa de
Especial
Flutua no ar
...E ela respira
Avidamente
Como o tempo que escoa
Como se tentasse
Evitar o encontro
Quando é véspera
Do que é fatal
Já que para ela
Não é normal
Se fazer 40 anos
Seria a última parte “Meus quereres” mas, não dividiremos, néh ?

sexta-feira, 19 de março de 2021


INGREDIENTES

  • Massa:

  • 4 ovos

  • 4 colheres (sopa) de chocolate em pó

  • 2 colheres (sopa) de manteiga

  • 3 xícaras (chá) de farinha de trigo

  • 2 xícaras (chá) de açúcar

  • 2 colheres (sopa) de fermento

  • 1 xícara (chá) de leite

  • Calda:

  • 2 colheres (sopa) de manteiga

  • 7 colheres (sopa) de chocolate em pó

  • 2 latas de creme de leite com soro

  • 3 colheres (sopa) de açúcar

MODO DE PREPARO

  1. Massa:

  2. Em um liquidificador adicione os ovos, o chocolate em pó, a manteiga, a farinha de trigo, o açúcar e o leite, depois bata por 5 minutos.

  3. Adicione o fermento e misture com uma espátula delicadamente.

  4. Em uma forma untada, despeje a massa e asse em forno médio (180 ºC) preaquecido por cerca de 40 minutos. Não se esqueça de usar uma forma alta para essa receita: como leva duas colheres de fermento, ela cresce bastante! Outra solução pode ser colocar apenas uma colher de fermento e manter a sua receita em uma forma pequena.

  5. Calda:

  6. Em uma panela, aqueça a manteiga e misture o chocolate em pó até que esteja homogêneo.

  7. Acrescente o creme de leite e misture bem até obter uma consistência cremosa.

  8. Desligue o fogo e acrescente o açúcar.

quarta-feira, 17 de março de 2021


 

Pintando o sete

 

Quero colorir o sol

De há muito amarelo

Que já foi um tempo branco

Hoje espera o vermelho eterno

 

Quero antes

Que ele seja verde

Ou lilás

Ou carmim enfim

Que se misture ao firmamento

E assim...

 

Verei as flores dançarem

Na brisa púrpura

De um sol aquarela

E quando ele cismar

De acordar excitado

Que apareça estampado

Colorido e assanhado

Como um prisma embriagado

Velho enlouquecido e lindo

Redescobrindo matizes

Pinceladas felizes

Ressaca colorida

De um porre estelar

segunda-feira, 15 de março de 2021


 BOLO DE ESPECIARIAS

Modo de Preparo

180 G DE MANTEIGA AMOLECIDA

135 G DE AÇÚCAR REFINADO
135 G DE AÇÚCAR MASCAVO
40 ML DE ÓLEO
270 G DE OVOS
215 ML DE LEITE COM INFUSÃO DE ESPECIARIAS
330 G DE FARINHA DE TRIGO
120 G DE NOZES
16 G DE FERMENTO QUÍMICO
1 PAU DE CANELA
4 CRAVOS-DA-ÍNDIA
3 CARDAMOMOS
1 COLHER (CHÁ) DE GENGIBRE EM PÓ
1 E ½ COLHER (CHÁ) DE CANELA EM PÓ NOZ-MOSCADA
RALADA NA HORA A GOSTO
Ingredientes da calda:
500 G DE LEITE CONDENSADO
50 G DE MANTEIGA
200 ML DE CREME DE LEITE
Modo de Preparo
Colocar leite e especiarias para infusionar.
Misturar manteigas com açúcares e o óleo e especiarias.
Acrescentar os ovos e bater bem. leite coado.
Farinha de trigo mistura bem até a mistura ficar homogênea.
Modo de preparo da calda:
Colocar manteiga, creme de leite e metade do leite condensado na panela em fogo médio. com a outra metade do leite condensado misturar as gemas para estabilizar e diminuir o risco de talhar. misturar as duas partes e cozinhar até obter consistência lisa e espessa.
finalize com canela em pó.

quinta-feira, 11 de março de 2021


 "Viver não é preciso"

De ventos mórbidos

Viúva do sono

Sigo acesa

Carpideira de mim

Lamento meu refúgio

Apartheid e solidão

Vírus que dançam

Voo cego de morcego

Que aprisiona

Na caverna vazia

De pedras poeirentas

E flores quase murchas

Silêncio que dói

Vida que falta

Nem café existe

No mundo de pressionado

Do nada pode

Ficar é preciso

Máscara é preciso

Desinfetar imprescindível

Mas não certo

Nas cavernas personalizadas

De que tudo

Terá fim ou cura

Noite escura

Galhos ressequidos

Nos manguezais

Mal alagados

Cheirando a morte

Das vidas do mar

Restinga é preciso

Água que apaga

O fogo do assassino

É preciso

Nuvem preta é preciso

Vacina é precisa

Viúva do sono eu sou

Dormir é preciso

Viver nunca é preciso

Sem bússola

Sem leme

Sem vela

Com medo

Mascarados pelo destino

De nascer nesse tempo

Não preciso

Fique

Pare

Não viva

E quem sabe

A ciência acenderá a luz

Na cabeça humana

Acordará um dia

Para casar de novo

Com o sono

O Sol

A flor

O amor

Mas a máscara?

Ficará

Lembrando ao homem

Que seu rosto envergonhado

Nunca mais

Poderá mostrar

quarta-feira, 10 de março de 2021


 À A Minha mãe

Nos teus braços, mãe
As flores do mangue,
As borboletas coloridas
Roupas úmidas no varal
A areia morna da praia
O canto do canário
O canteiro de margaridas
O cheiro do bolo assando
A samambaia na varanda
Cantos à mesa dos domingos
Uma covinha bem
Funda marcando
seu sorriso
Passa anel e pula corda...
O pudim em banho-maria...
Os contos de medo e fantasmas
Princesas e fadas madrinha
Noites sem fazer nada...
Só namorando Lua Cheia
E estrelas riscando o céu
No seu abraço, mãe
Tudo isso me volta
Meu espírito se ufana
E eu sou...completamente feliz.

sexta-feira, 5 de março de 2021



Porta Retrato 

 Encantou-me
Um tudo bem

Jogou me 

Num túnel
Parei na sua frente
Tete a Tetê
Respiração
Com respiração
Seu rosto corado
Gotinhas de suor
Na testa salgada
Sol causticante
Céu azul demais
Seus olhos
Azuis demais
Que me fitavam
Ávidos de mim
Borboletas
Voltaram no meu peito
Coração Balançava
Descompassada
E eu ganhei o mar 
No sal do seu suor, 
No azul dos seus olhos
Nas ondas de amor
Que nos envolviam
Na areia sob
Nossos pés
Foi tão real
Que chorei a saudade sentida
Mas você estava ali
Na foto
A paixão acordou
Mãos nas mãos
Apertaram se
Estávamos
Corpo a corpo
Entorpecidos
Amantes no tempo que fugia
O túnel me sugava
E eu te vi
Cada vez mais longe
Foto amarelando
Mais uma vez
Tínhamos tudo
O que podia acontecer
Mas não aconteceu


quarta-feira, 3 de março de 2021

Solidão

Noite sombria…

Frio gelado cortando a alma Solidão…

Mão estendida em súplica

Vazio…

Olhar fitando o infinito

As horas

Passando aqui no quarto

E o sol…

Batendo agora 

na janela Ruídos…

Da vida fervendo 

lá fora A brisa…

Trazendo um cheiro de mar

Que está longe…

Como longe está a noite

Quem dera…

Nunca mais anoitecesse