quarta-feira, 27 de setembro de 2017

segunda-feira, 25 de setembro de 2017


Lambe-Lambe

📌 Um quilo de mexilhões frescos 
Nas cascas ainda. 
📌Coloque os numa vasilha grande com água fria. Raspe um por um, tirando sujeirinhas e algas. Algumas algas estão entre as conchas e duras de se tirar.
📌 Faça força com uma faca e as puxe sem danificar nem abrir as conchas.
📌Leve as numa panela sem água ao fogo. Deixe até que todas se abram expondo os mexilhões.
📌Reserve a água que os mexilhões soltaram deles mesmos.
Acabe de abrir as conchas com cuidado, separando as, mas deixando o mexilhão ainda grudado em uma delas.
📌Jogue as vazias e reserve as metades com o molusco.
📌À parte, faça um refogado a seu gosto com tomates picadinhos, cebolas e alhos em cubinhos, coentro, cebolinha verde, azeite e sal que baste.
📌Sobre o refogado fervendo , espalhe a metade de 2 x de arroz cru sobre ele, deposite, então, com cuidado a metade das casquinhas com os mexilhões virados para cima, o resto do arroz e, por último, a outra parte das casquinhas.
📌 Com o cuidado de espalhá- las com os mexilhões aparentes.
📌Agora, despeje, com cuidado, água suficiente para cobri-los.
📌O jato d'água não deve desmanchar a arrumação das camadas.
📌Só esperar secar a água provando de sal e a consistência do arroz.
📌Apague o fogo e espalhe cheiro verde picado sobre tudo. Não muito. Os mexilhões devem ficar aparentes, enfeitando o Lambe-Lambe.
📌O nome Lambe-Lambe, vem do fato das pessoas lamberem o o molhinho e arroz que ficam com os mexilhões nas casquinhas. Experimente.
📌Obs: a água para cobri-los deve estar fervente

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Carta da França
Silvinha Simões


Marseille  Belle


  
Era o dia 18 de novembro de 1998. Eu acabara de chegar no mês de a gosto para morar na França. Meu tempo de licença, os três meses que temos para ficar num país estrangeiro, estava aspirando. Assim que, naquela manhã, estávamos na estrada rumo à Marseille  para dar início ao processo da minha Carte de Sejour , uma carteira que nos habilita a permanecer até dez anos
         Há tempos, pensávamos ir a Marceille. Ela é a segunda cidade mais importante da França, na disputa com Nantes, também no páreo pelo segundo lugar. Meu marido queria me mostrar o cais do porto e seus arredores de mercados, feiras, comidas típicas e todo o ambiente do comércio mais antigo do mundo.
          Como sempre, faltou algum documento, e depois de enfrentar o característico mau humor dos atendentes franceses, eu saí do departamento de estrangeiros, apenas com uma carta provisória em mãos. Teríamos de voltar mais uma vez pelo documento. Mas, tínhamos quase o dia todo para explorar o lugar, sem contar a casa da tia Clemence e do tio Hopp os quais eu ainda não conhecia pessoalmente.

         Andar pelos mercados de Marceille é como encontrar um pouquinho do Brasil. Lembra muito o Mercado Central de São Paulo, só que exposto nas ruas da cidade antiga. Quando algum brasileiro, radicado lá, pensa em fazer uma feijoada, é em Marceille que ele manda buscar os apetrechos. É só ali onde você encontra, por exemplo, a farinha de mandioca, a couve, a carne salgada, a pinga, etc. O mercado é uma mostra do que acontece no mundo, onde as raças exibem o que têm de mais típico.

         No cais, em meio ao burburinho do movimento de navios mercantes, os barcos à vela, enormes e bem equipados, levam ao passeio nas “calangas de Cassis”. Calangas são aquelas entradas bruscas que o mar construiu rochedos adentro. E a atração da viagem é entrar de escuna em cada entrada dessas, admirando a altura das falésias à nossa volta, com a sensação exata da nossa pequenez diante da paisagem de altos rochedos parecendo nos esconder, engolir-nos na casquinha de nozes que a escuna representa entre a imensidão de rochas e o lago salgado, agitado, e de águas transparentes. 


O fundo dos barcos é de vidro de onde podemos assistir o incrível balé dos peixes, algas e outros bichos do fundo do mar. E, cada entrada numa calanga é uma emoção diferente. Num passeio se visitam sete ou oito calangas. Nem precisa dizer que, após irmos ao mercado, fomos fazer esse trajeto de barco.
         Hora do almoço, empapuçamo-nos com uma boa daquelas paellas que estão a cada esquina da cidade velha , ou sendo servidas nos restaurantes do lugar. Após um sorvete de café, rumamos os quatro, sim , porque meus cunhados Marie e Robert estavam conosco, à casa de tata Clemence na rue Paradise. Cumprimentos, cafezinho e visita à Igreja de “Notre Dame de la Garde”, ali pertinho da casa dela. 


Construção de 1800, ela é um verdadeiro Forte usado nas Grandes Guerras. Fica no alto de um morro a 185 m acima do nível do mar, aos quais se sobe por uma escada infinita, e de onde, uma vez lá em cima, avista-se toda cidade e o mar. A imagem de Notre Dame de la Garde está plantada na torre mais alta da igreja, de onde pode ser vista por         toda Marceille. Dourada com 4 folhas de ouro puro, sua luz resplandece abençoando a cidade.
            Estendendo o olhar pelo oceano lá embaixo, avistamos a tão famosa, quanto pequena, uma ilha abrigando o “Chateau Diff” da história que deu origem ao filme Papilon. Amei o passeio.
À Bientot


Silvinha Simões
Cassis


Bem, meus queridos, na semana passada, eu lhes contei um pouco de Marseille e do passeio de barco pelas calangas da cidade de Cassis, vizinha de Marseille. Hoje, vou continuar descrevendo as calangas, de um outro ponto de vista, a vista de cima, pela estrada que acompanha, geograficamente, todos os contornos dos penhascos ou falésias.
         Você pode, como nós fizemos uma das vezes em que lá estivemos, fazer o passeio de barco nas reentranças das calangas e, depois, contorná-las de carro por cima das falésias. Os belvederes se sucedem infinitamente. Todas as paradas durante o percurso são dignas de serem vistas. O difícil é escolher onde parar, já que, basta se aproximar de qualquer beira de precipício para você se deparar com visões de tirar o fôlego.

         Os barcos, navios ou escunas, de onde se pode ter estado horas antes vendo tudo de baixo para cima, agora, viraram formiguinhas, casquinhas de nozes lá embaixo, no azul transparente do oceano que beija escandalosamente as rochas das falésias, num espetáculo de dar vertigens,  tanto visto de baixo, quanto de cima.
         É uma verdadeira sensação de se ver tudo de um avião em pleno vôo. Nesse dia, levamos um piquenique, prática comum na França. O francês sente fome, pára nas formidáveis instalações de “área de descanso”  nas estradas, ou mesmo em qualquer paisagem escolhida, tira seu piquenique e come. Quase todos levam mesinha e banquinhos nos carros, só para isso.
         Depois, resolvemos esticar o passeio até La Ciotat, uma cidade dona de um dos maiores estaleiros do país, construindo barcos e navios para toda Europa e o mundo. 

Meu marido aproveitou para me contar sobre seu primeiro emprego num estaleiro naval em Tarascon, quando ele tinha apenas 14 anos. Trabalhar como aprendiz de marceneiro construindo barcos, durante 3 anos, rende-lhe hoje, uma aposentadoria proporcional, claro, ao tempo de serviço, a qual lhe é legalmente enviada pelo correio. A quantia faria rir a qualquer um, mas, a seriedade das leis é de tirar o chapéu, não é? Ele só deixou o emprego porque seu pai veio para o Brasil quando ele tinha dezessete anos. Embora sua vida profissional na Olivete tenha lhe mandado várias vezes de volta à Itália e à França, quando lhe perguntam se ele é francês, ele responde: “_Se ainda restou alguma coisa...”. Mas seus hábitos e tradições ainda estão lá, e afloram a cada momento, como se ele fosse ainda o garoto que fazia navios no estaleiro de Tarascon.
          Agora, antes de terminar, que tal descobrirem o gosto de um aperitivo feito à base de creme da fruta cassis? Você não precisa conhecer as maravilhas das calangas para apreciar essa saborosa bebida: uma parte de creme de cassis e duas de vinho branco suave ou seco, depende de seu gosto. Pronto! Você já terá experimentado o famoso “Kir”. A pronúncia é Kirrrrr, e ele é servido freqüentemente na França como aperitivo antes do almoço.
          Tin-tin, a bientot!




quarta-feira, 13 de setembro de 2017


E o homem se fez verbo

Verbo
Que se fez verbo 
Verbalizando a vida 
Expressando o tempo

Verbo
Que te quero perfeito
Mais que perfeito 
 Do futuro e do pretérito 

Verbo
Ações e paixões 
Estados e quereres 
Perpetuando emoções 

Verbo
Imperativo amar 
E que durante 
O gerúndio 
Futuro universal 
Hoje condicional 
 De infinito sonha

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Ratatuia ( Ratatuille)
Ingredientes:

📌1 berinjela com casca em cubos de molho antes num pouco na água e sal
📌1 abobrinha com casca em cubos
📌 Um pimentão vermelho e um amarelo em cubos

Modo de Preparo:

📌Frite com muito cuidado a beringela num pouco de azeite, sem deixar que ela grude no fundo dá frigideira
📌 Frite agora a abobrinha dá mesma maneira
📌Faça o mesmo com os pimentões, tb fritos em azeite
📌Pegue então uma frigideira maior e aqueça com um pouco de azeite onde vc frita 3 dentes de alho e uma cebola bem picadinhos até que dourem
📌Junte 4 tomates em cubos e espere que amaciem .
📌Hora das ervas: tomilho, salsa, orégano.
📌Coloque sal e junte os legumes a esse molho
📌Mexa e acerte o sal.
📌Deixe tomar gosto por 2 minutos e desligue.

est delicieuse

segunda-feira, 4 de setembro de 2017



“BLUE”
A Chuva veio regar 
O meu dia cinzento 

Talvez para que eu sinta 
Mais verde o verde 
Dos prados beirando 
O cimento do negro asfalto

Nunca me vi feliz 
Num dia de chuva...
Não sei se antes dela 
Fico triste e choro
Prenunciando o dia 
Cinza, chuvoso, nostálgico 
Ou se choro porque 
Ela veio num dia de sol...
Sei apenas que a chuva 
É uma amiga triste 
Que se vem me fazer blue 
Ou se vem minha dor 
Eu não sei...
Só sei que não vou sorrir 
Enquanto ela não for embora...

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Carta da França
Tarascon e a tarasca

Hoje estou com vontade de escrever para vocês a História de Tarascon.
         Antes de pisar essa cidade, eu já ouvira meu marido contar, entre uma baforada e outra de cachimbo, a origem do nome de sua cidade natal.

         Tarascon, que não raramente eu erro sua grafia, por pura “brasileirice,” colocando um ”r” a mais, transcrevendo quase foneticamente sua pronúncia:”Tarrascon”, era uma pequena província, muito Antes de Cristo, localizada entre alagados, rios e lagoas.

         Quase uma ilha, ela teve sua geografia modificada através dos tempos, e hoje, de suas antigas águas, restaram o Rio Rhône que corta a região e um pouco mais longe, nos arredores de suas vizinhas Arles, Santa Marie de la Mer e adjacências, o famoso “pantanal” francês, a “La Camarga”, região de criação de touros e plantação de arroz.
          Mas voltemos àquela pequena Província perdida no mapa antigo da França, numa época em que o mundo estava passando pelo nascimento do Cristianismo, e mal tinha ouvido falar na chegada de um Salvador.

         O povo desse lugar andava muito assustado com um monstro horripilante, de tremenda bocarra e que usava da calda para golpear e matar, para depois devorar sem piedade suas vítimas. Não respeitava ninguém. Mulheres, crianças, pescadores, quase toda família do lugar, já havia se enlutado por conta do monstro assassino.
Chamavam-no”Tarasca”(tarrasca),uma palavra do patuá local.Ninguém mais queria passar perto do rio. A cidade era só luto e desespero.Alguns heróis tentaram livrar a cidade desse meio dragão, meio serpente, mas nada!

O tempo foi passando e o povoado recebeu uma visitante que lá fixou sua morada. Chamava-se Marta. Ela mesma, nada menos que a irmã de Lázaro, ressuscitado por Jesus Cristo.
Era o ano 30 DC, um pouco mais, um pouco menos, e os discípulos e apóstolos Dele, espalharam-se pelo Velho Mundo, pregando a Palavra e levando os fundamentos cristãos. Por isso vamos encontrar Marta à beira do Rio Rhône, onde hoje é o castelo do Roi René, falando ao povo e tentando acalma-los em relação ao monstro assassino. AS rochas, que hoje servem de alicerce para o castelo, escondia a caverna da “Tarasca”.

Marta, numa demonstração de fé diante do povo aflito, benze o animal que dela se aproximava ameaçadoramente. Como que por milagre, o animal se acalma e como hipnotizado, permite que os homens se aproximem e o matem, livrando o vilarejo do terror em que viviam.
O acontecido espalhou-se convertendo a cidade e atraindo peregrinos de muitos lugares em busca de conforto nas palavras daquela mulher, verdadeiro testemunho de fé.
Hoje, então, Santa Marta para os católicos ou simplesmente Marta para os evangélicos está enterrada no sub-solo da Igreja de Santa Marta, centro de Tarascon que deve seu nome à Tarasca, monstro que por muito tempo aterrorizou seus moradores no passado. Turistas do mundo todo, ao visitar o castelo, aproveitam para ver o túmulo da Santa.


Desde a era medieval, um dia do ano é consagrado às lembranças do ato heróico de Santa Marta e à figura da Tarasca, que, feita em papel maché, e arrastada pela cidade pelas mãos dos tarasconeses. É uma grande festa e as crianças, principalmente, divertem-se ao persegui-la pelas ruas. Ela é verde, tem um rabo de dragão e uma cabeça redonda e cheia de “serras” pontudas como um dinossauro. A barriga enorme e redonda, completa a figura do monstro descomunal.

As pessoas foram atrás de uma explicação plausível para essa história e descobriram tratar-se, essa fera, de um crocodilo que, nativo de terras orientais, possa ter vindo parar em Tarascon, não se sabe o porquê Como o povo ocidental da época, nunca ouvira falar nem tivera conhecimento da existência de algo tão pré-histórico e feroz, pensaram tratar-se de um monstro apocalíptico.
         É...mas para o fato da Santa Marta ter paralisado o monstro a fim de que os homens pudessem matá-lo, permanece ainda em mistério...


         À bientot! À toute l´heure!!!!