segunda-feira, 29 de junho de 2020

Macarons
Os macarons são originalmente italianos. Eles foram trazido pelos cozinheiros de Catarina di Médici para a França, a pedido dela, para seu casamento. No século XX, o biscoito se desenvolveu e ganhou recheios, cores e novas versões que te tornaram populares pelo mundo todo. Os macarons estão tão inseridos na culinária francesa que todas as patisseries famosas do país comercializam o biscoito, que possui até um museu dedicado a ele.

quarta-feira, 24 de junho de 2020


Segundo conta a lenda, esta criatura habitava em Tarascon, na Provença, e devastava o território em redor. Descreve-se como uma espécie de dragão com seis curtas patas parecidas às de um urso, um torso similar ao de um boi com uma carapaça de tartaruga às costas e uma escamosa cauda que terminava num aguilhão de escorpião. A cabeça era descrita como a de um leão com orelhas de cavalo e uma desagradável expressão.
O rei de Tarascon tinha atacado sem êxito a Tarasca com todas as suas fileiras e arsenal, mas Santa Marta encantou a besta com as suas artes, e voltou à cidade com a besta domada. Os habitantes aterrorizados atacaram a criatura ao cair da noite, e esta morreu aí mesmo sem oferecer resistência. Santa Marta, então, fez um sermão às gentes e converteu muitos ao cristianismo.
A figura da Tarasca é usada nas procissões da festa de Corpus Christi de várias cidades espanholas, como Valência e Granada.

segunda-feira, 22 de junho de 2020


Paisagem Urbana

Flutuo acima  dos telhados
Que esconde  a doidera do  mundo
E adivinho abaixo  do que não vejo
A vida  que fervilha  indiferente
 Ao que sinto  na sacada  fria
 Em solitário  sentimento de existir

... Só... No mundo de telhado cinza
E pombos barulhentos de cio e fome
Atropelados entre pés confusos
De gente que segue o rumo do nada
 embaixo ... pequenos demais
Como brinquedos à corda
Fazem parte da paisagem de cimento
E igreja que anuncia inútil
Uma fé fingida num sino rouco 
Que se envergonha de soar no infinito
De nadas e vazios mofados ...

E eu não sei o que faço na serra
Que teima seu entardecer amarelo
No azul grande demais aqui de cima
Onde   meu coração se acelera de vida
 E quer buscar no colorido do horizonte
O esquecimento desse incógnitos telhados
E tentar compartilhar um dia
Do aconchegante sentimento do acreditar

sexta-feira, 19 de junho de 2020

A menina e a coroação da Nossa Senhora

            A menina fica nas pontas dos pés e espia pela janela.O céu azul serve de fundo para o cordão de andorinhas no fio elétrico da rua.Um vento gelado sopra seu rosto, o mesmo vento que traz o cheirinho de chocolate que está sendo preparado na cozinha da escola.Mesmo sem se virar, ela sabia que as canecas azuis de ágata estavam sendo distribuídas nas pequenas mesas de quatro lugares.
            Era hora do lanche no Jardim da Infância da santíssima Trindade.
Dona Maria entraria agora com o enorme caldeirão de chocolate quente e serviria a cada aluno.A professora distribuiria os pães doces recheados com queijo suíço em pastas doado por estrangeiros.Era um queijo amarelo e cheirava forte.Para quem nunca vira queijo no café da manhã, o lanche era uma festa.
            _Saia da janela, menina! Venha lanchar com seus amiguinhos!
            Ela virou-se em câmera lenta, mas se apressou quando viu a figura austera do cônego José Luiz entrando na sala.Todos os alunos se levantaram para cumprimentá-lo.
            _Bom dia, padre!!
            _Bons dias, sentem-se e podem continuar lanchando. Só vim trazer um recado que vocês darão aos pais de vocês. A escolinha já está peque na demais para as crianças da vila.Vamos então construir uma nova e bem grande, de dois andares e um salão para cinema e teatro embaixo.Mas para isso, teremos de trabalhar muito! Daremos festas, promoveremos concursos, leilões, quermesses, tudo para angariar fundos.Preciso da ajuda de todos os párocos.
            A professora sacudia a cabeça afirmativamente.
            _Pode deixar, padre, eu entrego  aos alunos o comunicado aos pais.
            _Por favor, dona Terezinha, aqui estão.
Os comunicados e os programas de festas vinham impressos em papel amarelo, azul, rosa ou verde. Desta vez eram papéis rosas.
            _Amanhã mesmo vamos começar a preparar uns números de teatro para a festa, padre. E que tal cobrarmos materiais de construção em lugar de ingressos?
            O padre gostou muito da idéia e assim foi feito.No dia da festa, cada espectador trouxe umas telhas, uns tijolos, um quilo de cimento ou algum dinheiro para a construção.
            A menina da vila era requisitada para quase todos os números . Era desinibida, graciosa e talentosa.Essas festas se repetiam com freqüência e a construção da escola teve início.Político e esperto, o padre José Luiz conseguiu muita ajuda de deputados e munícipes.Mas as festinhas ao ar livre eram o forte da arrecadação.O salão e o palco foram os primeiros a ficar prontos.
Dona Sílvia, a mãe da menina, fazia lhe as fantasias. Numa mesma festa ela podia representar a cabrita da fábula, a borboleta, a cigana a chinesa , a boneca ...Era seu pai quem construía as engenhocas nas armações das asas da borboleta ou o chifre do cabrito ou ainda a caixa de papelão do tamanho da menina para o número da boneca e seus soldadinhos de chumbo. Não se sabe quantas vezes a menina teve de reprisar este número. A cortina se abria. Na penumbra, a platéia via a caixa de presente amarrada com um grande laço de cetim vermelho. As luzes acendiam-se e seus amiguinhos de sala vestidos como soldadinhos de chumbo estavam enfileirados.O som bem forte de uma marcha, agora confundia-se com o barulho dos pesinhos marchando nas tábuas do piso. De repente, um silêncio.Um deles saía da fila e desamarrava o laço de fita da caixa. A tampa caía para frente e a menina saía da caixa se requebrando ao som de Tico-Tico no Fubá de Carmem Miranda.O vestido rosa de papel crepom com muitos babados, o chapéu florido, tiravam suspiros da platéia.
            Aplausos e empolgação na coxia. Mas ela tinha pressa, era preciso rapidamente se transformar numa cigana, cantar, dançar,tocar o pandeiro enfeitado com fitas coloridas, descer na platéia e ler, de faz de conta, a mão de pessoas na primeira fila.
            Numa dessas festas, sua avó Tuda chorou quando a viu toda pintada de preto, rosto, braços e pernas.Sua mãe queimava rolhas de cortiça e a pintava com elas.
            _Coitada da minha netinha!...Será que isso não dá alergia?
            Mas era necessária, essa falsa pele negra, não tão falsa assim, diga-se de passagem, o sacrifício era para o seu número de Boneca de Piche.
             As festinhas mostraram ser insuficientes para garantir a nova construção da escola.Havia também os concursos para eleger o casal de crianças que coroariam a Nossa Senhora das Graças na Festa de Setembro.Ganharia o casal que vendesse mais votos.Nas últimas semanas que antecediam a Festa, as apurações iam dando conta dos votos vendidos, da classificação dos casais e a ansiedade ia crescendo.
            A nossa menina, num desses anos, claro, estava na disputa. Todos seus parentes se empenharam na ajuda e seu pai vendeu muitos votos para seus colegas do Fórum. Até uma tia sua em segundo grau, a tia Nilza, que trabalhava de governanta na casa de diplomatas no Rio de Janeiro, veio em férias para ajudá-los.Brigas entre famílias rivais ocorriam nesses concursos. As pessoas levavam a sério, e mais importante que fazer dinheiro para a Paróquia, era não perder.
            O pai, seu José, foi o primeiro a usar a estratégia de não apresentar todos os votos vendidos nas apurações, de modo que foi uma surpresa muito grande quando, na última noite, depois que seu pai entregara todo o dinheiro conseguido, o alto-falante da igreja anunciou a apuração em praça pública, dando a menina da vila e seu amiguinho como vencedores. Seriam, pois, o casal que iria coroar a Nossa Senhora. Fogos, abraços, beijos. A família do casal do segundo lugar, já dava como certa a vitória, e decepcionada foi dar os parabéns à menina. A mãe perdedora abraçou-a e disse-lhe um “nome-feio” ao ouvido, referindo-se à moral de sua tia Nilza do Rio de Janeiro. A menina inocente contou a todos, ainda na presença da mulher...Foi um bafafá...
            Mas valia a pena. Sair na Procissão vestida de princesinha, em cima de uma carruagem preparada para o dia...Puxa, era um sonho!!! E ainda poder coroar Nossa Senhora!!!
            Um grande palanque era erguido em frente da igreja. Lá no alto, a Nossa Senhora das Graças, uma imagem linda. Ao seu redor, Anjos e mais Anjos...crianças em camisola de cetim e asas de plumas. Numa larga e enfeitada escada, ficavam os outros casais de príncipes e princesas que não havia ganhado o concurso. Numa carruagem, chegava o casal, a nossa menina e seu parzinho, o Alexandre.Fogos  explodiam no ar e..Epa! O cavalo da carroça espantou-se com o barulho dos fogos e empinou com as patas para o ar. Que susto! A mãe da menina gritava, os homens tentavam controlar o cavalo que refugava e pulava.A menina segurou a coroa de falsas pérolas presa em seus cabelos e chorou bem baixinho de medo. Segurou as mãos do seu príncipe e pensou que iria cair. Cavalo controlado, a carruagem estacionada ao pé da escada, o casal apeado e mais calmo, começa a galgar os degraus que os leva até a Nossa Senhora lá no alto. Aplausos do povo que se apinha na praça.As meninas do Orfanato Santa Verônica entoam hinos sacros enquanto jogam flores no casal de príncipes e na Santa.Dois Anjos trazem a coroa de ouro e pedras preciosas numa almofada de veludo vermelho. Um de cada lado de Nossa Senhora, os príncipes começam a erguer lentamente a coroa.Quando enfim, ela toca a cabeça da Santa, os sinos começam a tocar na torre da igreja, um toque festivo e alegre que emociona. Rojões explodem nos céus. O povo aplaude em lágrimas. O padre José Luís grita ao microfone:
            _Três vivas à Nossa Senhora! Viva Nossa Senhora das Graças !!!!
            _Viva! Viva! Viva!

quarta-feira, 17 de junho de 2020

O Observatório de Greenwich

Lá no topo da colina, no Greenwich Park, está o Observatório Real de Greenwich. Há uma rampa bem ingrime, mas curta, que te leva do parque ao Observatório.

Logo que termina a rampa já nos deparamos com os muros do Observatório Real e o famoso Shepherd Gate Clock, o relógio de 24 horas criado por Charles Shepherd em 1852. Este relógio também é conhecido por fornecer a hora oficial do Greenwich Mean Time (GMT).

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Fish and Chips


Uma das comidas mais típicas da Inglaterra é o tradicional prato de peixe com fritas, muito comum e popular. Esta receita é tão antiga que é difícil saber com exatidão qual a sua origem. Trata-se de um peixe empanado, frito e temperado com sal e vinagre de malte. Para acompanhar, muita batata frita.
📚📚📚A menina da Vila das Graças e suas CARTAS DA FRANÇA📚📚📚

A Menina da Vila das Graças cresce. Casa-se pela segunda vez com o francês Antoine e tem oportunidade de viver em Tarascon, no sul da França.
- Ah, a Provence!...
Ali, além de aprender a cultura e a língua francesas, ela explorou a região com sentimento e poesia. Amou o roxo da lavanda, o amarelo do girassol, o ocre de Roussillon, o branco do solo, o azul do céu e do Iris, o beije do feno, o perfume das ervas, a braveza dos touros da Camargue nas arenas, as cores dos tecidos estampados, as feiras, os queijos e uvas, os vinhos...
Enfim, a luz de suas paisagens que atraiu Van Goh e Monet que pincelaram em telas e cristalizaram a verdadeira sinestesia de suas terras.
Dali, tão perto de seu sonho, pode visitar países geograficamente ao seu redor.
Não quis ficar com tudo isso em sua alma, não poderia.
Extravasou seu encantamento em Cartas publicadas semanalmente no jornal de sua cidade Taubaté SP.
E assim, surgiu seu livro: A menina da Vila das Graças e suas CARTAS DA FRANÇA

sexta-feira, 12 de junho de 2020


INGREDIENTES

  • 1 ½ xícaras de chá de leite
  • 1 colher de sopa de maisena
  • 1 caixinha de creme de leite
  • ½ xícara de queijo parmesão
  • 4 colheres de sopa de manteiga
  • 300 g de fettuccine (cozido em 3 litros de água e 1 colher de chá de sal)
  • Sal e grãos de pimenta-do-reino amassados a gosto

MODO DE PREPARO

  1. Coloque em uma panela, o leite e a maisena (dissolvida em um pouco de leite).
  2. Leve ao fogo e cozinhe sem parar de mexer até encorpar.
  3. Retire a panela do fogo.
  4. Acrescente aos poucos e sem parar de mexer, o creme de leite.
  5. Volte ao fogo bem baixo e junte o queijo, em seguida adicione a manteiga.
  6. Tempere com o sal e a pimenta-do-reino.
  7. Retire do fogo e reserve para servir com o macarrão cozido.

terça-feira, 9 de junho de 2020


📚📚📚A menina da Vila das Graças e suas CARTAS DA FRANÇA📚📚📚
A Menina da Vila das Graças cresce. Casa-se pela segunda vez com o francês Antoine e tem oportunidade de viver em Tarascon, no sul da França.
- Ah, a Provence!...
Ali, além de aprender a cultura e a língua francesas, ela explorou a região com sentimento e poesia. Amou o roxo da lavanda, o amarelo do girassol, o ocre de Roussillon, o branco do solo, o azul do céu e do Iris, o beije do feno, o perfume das ervas, a braveza dos touros da Camargue nas arenas, as cores dos tecidos estampados, as feiras, os queijos e uvas, os vinhos...
Enfim, a luz de suas paisagens que atraiu Van Goh e Monet que pincelaram em telas e cristalizaram a verdadeira sinestesia de suas terras.
Dali, tão perto de seu sonho, pode visitar países geograficamente ao seu redor.
Não quis ficar com tudo isso em sua alma, não poderia.
Extravasou seu encantamento em Cartas publicadas semanalmente no jornal de sua cidade Taubaté SP.
E assim, surgiu seu livro: A menina da Vila das Graças e suas CARTAS DA FRANÇA

segunda-feira, 8 de junho de 2020

A volta

Sentimentos refeitos
No sofrimento de ausência
Da separação inevitável
Percepção de limites
Sobreviver como?

E daí… a volta
Apesar de tudo à volta
Defeitos reconhecidos
Qualidades imprescindíveis
História que não se modifica
História que não se esquece
Burila-se, junta-se
O amor do aconchego
No cheiro da cozinha aos domingos
Nos gritos dos netos pela casa
No seu jornal na sala
No meu penhoir na cama desfeita
No morno dos corpos se buscando
A porta se abrindo e sua chegada
E a cada olhar compreender
Que o estar juntos novamente

É bom demais, e maior que a verdade.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Deus

Dai-me forças, pulso, a altivez da certeza, o orgulho dos fortes, a humildade dos sábios, a ternura dos fracos...

Transponde comigo esses dias mais do que merece essa vossa filha.

Fazei-me lúcida e segura o bastante para que transborde do meu ser a razão e que ela chegue até os que me cercam.

Acertar é tão difícil, Pai...

Renunciar quase impossível!

Ficai comigo! Vigiai!

Despertai-me.

Sem uma centelha que seja do vosso Amor, tudo fica tão vulnerável...

Derramai, pois, sobre mim, a misericórdia da vossa Luz e eu alcançarei a Paz!

Amém!

quarta-feira, 3 de junho de 2020


Vou me deixar nessa rede e embalar minhas saudades na varanda vazia de um sonho qualquer….