sábado, 29 de agosto de 2020
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
Roussillon, o
Colorado Provençal
Nunca poderia imaginar que em plena Provence, poderíamos
encontrar um lugar tão vermelho e interessante quanto ao Colorado Americano. Pois
foi o que eu fiquei sabendo um dia de abril, logo após terminarmos o jantar.
Estávamos combinando o passeio do próximo domingo e a sugestão foi dada pela
Marie.
Pois bem,
paramos primeiro numa cidade de nome esquisito: APT.
APT é um
encanto. Lindas praças, fontes e a paisagem medieval misturada à moderna, fazem
dela um lugar pitoresco. Os restaurantes com suas cadeiras e mesas ao sol (o
francês adora se expor ao sol) permitem que você lagarteie, até um pouco demais
para o meu gosto. Fiquei o tempo todo com uma echarpe cobrindo a cabeça. Minha
cunhada me repreendia toda hora para que tirasse o lenço. Dizia que eu estava
parecendo uma muçulmana. Mais uma vez, o espírito ecumênico do brasileiro falou
mais alto e eu desobedeci “numa boa”. Sol de abril na cabeça, em pleno meio-dia
e meia? Isso é coisa de francês.
Bem, mas
não estou lhes escrevendo para contar sobre o sol da Provence e sim sobre o
famoso Colorado Francês. Acabamos de almoçar e não muito depois, chegamos a
Roussillon.
O centro da cidade já denota a cor ocre por tudo. Para
onde se olha, vê-se uma fina poeira amarelo ouro, meio avermelhado. E além do
mais, os habitantes, reconhecendo a força do fenômeno natural da região, pintam
suas casas e comércios de um ocre muito bonito, cor essa retirada das montanhas
vermelhas que circundam a região.
‘Mas, a verdadeira
atração do lugar fica por conta das formações montanhosas de terras que
alternam suas cores entre os tons de amarelo, rosa e vermelho. Trabalhadas pela
erosão natural, elas tomam as mais divertidas formas e matizes sugerindo as
mais diferentes figuras, de acordo com a imaginação dos turistas. Existem mesmo
panfletos com propagandas das formações mais divulgadas e conhecidas
mundialmente. Uma delas é a que se assemelha a um pênis gigantesco, já que são
formações montanhosas e podem ser vistas a centenas de metros do local.
A melhor maneira de vê-las de perto,
é seguir por umas trilhas bem marcadas com faixas de cores diversas, cada uma
sinalizando uma atração diferente. Basta adquirir um mapa e estar com roupas
apropriadas para se curtir uma caminhada não muito longa e cheia de surpresas.
Como não tínhamos nem uma coisa, nem outra, nós fizemos uma das piores
“burradas” das nossas vidas. Andamos apenas seguindo as marcas das trilhas e
ouvindo as informações de quem cruzava conosco, que, por sinal, eram as mais
desencontradas possíveis, o que fez com que andássemos sem rumo certo.e pouco
víssemos, de fato, dos monumentos naturais. Cheguei a tirar meus inapropriados
sapatos e irritada, constatei ao chegar ao ponto de partida, que, dali mesmo,
poderíamos ter visto quase todas as formações sem muito esforço. Que raiva!!!
Tiramos fotos e meu cunhado se
empolgou filmando a dantesca e mais fotografada dentre todas as curiosas
formações de terras vermelhas: o pênis gigante.
Imaginações à parte, Russion é, no
mínimo, um lugar interessante de ser visitado e faz jus ao seu título de
“Colorado Provençal”
Au revoir!!!
Roussillon, o
Colorado Provençal
Nunca poderia imaginar que em plena Provence, poderíamos
encontrar um lugar tão vermelho e interessante quanto ao Colorado Americano. Pois
foi o que eu fiquei sabendo um dia de abril, logo após terminarmos o jantar.
Estávamos combinando o passeio do próximo domingo e a sugestão foi dada pela
Marie.
Pois bem,
paramos primeiro numa cidade de nome esquisito: APT.
APT é um
encanto. Lindas praças, fontes e a paisagem medieval misturada à moderna, fazem
dela um lugar pitoresco. Os restaurantes com suas cadeiras e mesas ao sol (o
francês adora se expor ao sol) permitem que você lagarteie, até um pouco demais
para o meu gosto. Fiquei o tempo todo com uma echarpe cobrindo a cabeça. Minha
cunhada me repreendia toda hora para que tirasse o lenço. Dizia que eu estava
parecendo uma muçulmana. Mais uma vez, o espírito ecumênico do brasileiro falou
mais alto e eu desobedeci “numa boa”. Sol de abril na cabeça, em pleno meio-dia
e meia? Isso é coisa de francês.
Bem, mas
não estou lhes escrevendo para contar sobre o sol da Provence e sim sobre o
famoso Colorado Francês. Acabamos de almoçar e não muito depois, chegamos a
Roussillon.
O centro da cidade já denota a cor ocre por tudo. Para
onde se olha, vê-se uma fina poeira amarelo ouro, meio avermelhado. E além do
mais, os habitantes, reconhecendo a força do fenômeno natural da região, pintam
suas casas e comércios de um ocre muito bonito, cor essa retirada das montanhas
vermelhas que circundam a região.
‘Mas, a verdadeira
atração do lugar fica por conta das formações montanhosas de terras que
alternam suas cores entre os tons de amarelo, rosa e vermelho. Trabalhadas pela
erosão natural, elas tomam as mais divertidas formas e matizes sugerindo as
mais diferentes figuras, de acordo com a imaginação dos turistas. Existem mesmo
panfletos com propagandas das formações mais divulgadas e conhecidas
mundialmente. Uma delas é a que se assemelha a um pênis gigantesco, já que são
formações montanhosas e podem ser vistas a centenas de metros do local.
A melhor maneira de vê-las de perto,
é seguir por umas trilhas bem marcadas com faixas de cores diversas, cada uma
sinalizando uma atração diferente. Basta adquirir um mapa e estar com roupas
apropriadas para se curtir uma caminhada não muito longa e cheia de surpresas.
Como não tínhamos nem uma coisa, nem outra, nós fizemos uma das piores
“burradas” das nossas vidas. Andamos apenas seguindo as marcas das trilhas e
ouvindo as informações de quem cruzava conosco, que, por sinal, eram as mais
desencontradas possíveis, o que fez com que andássemos sem rumo certo.e pouco
víssemos, de fato, dos monumentos naturais. Cheguei a tirar meus inapropriados
sapatos e irritada, constatei ao chegar ao ponto de partida, que, dali mesmo,
poderíamos ter visto quase todas as formações sem muito esforço. Que raiva!!!
Tiramos fotos e meu cunhado se
empolgou filmando a dantesca e mais fotografada dentre todas as curiosas
formações de terras vermelhas: o pênis gigante.
Imaginações à parte, Russion é, no
mínimo, um lugar interessante de ser visitado e faz jus ao seu título de
“Colorado Provençal”
Au revoir!!!
terça-feira, 25 de agosto de 2020
Naufrágio
Rostos cansados
Procuram soluções
Que fogem
Olheiras profundas
Marcam as vidas
Que sonham
Andares inseguros
Buscam caminhos
Que enganam
Bocas insaciadas
Gritam por razões
Que Não chegam
Braços erguidos
Clamam por justiças
Que perdem
Que fracassam ...
E o país naufraga
Na dor dos seu filhos
Que esperam
Naufrágio
Rostos cansados
Procuram soluções
Que fogem
Olheiras profundas
Marcam as vidas
Que sonham
Andares inseguros
Buscam caminhos
Que enganam
Bocas insaciadas
Gritam por razões
Que Não chegam
Braços erguidos
Clamam por justiças
Que perdem
Que fracassam ...
E o país naufraga
Na dor dos seu filhos
Que esperam
sexta-feira, 21 de agosto de 2020
INGREDIENTES
Massa
900 g de farinha de trigo
150 g de margarina
1/2 litro de leite
2 tabletes de fermento biológico (30g)
1 colher rasa (sobremesa) de sal
2 colheres (sopa) de açúcar
1 gema para pincelar
Recheio
300 g de presunto
300 g de mussarela
MODO DE PREPARO
Massa
Em uma tigela coloque o fermento e o açúcar, misture até dissolver o fermento.
Acrescente o leite, o sal e a farinha de trigo.
Amasse bem até obter uma massa bem homogênea e lisa.
Montagem
Em uma superfície levemente esfarinhada abra massa com o auxílio de um rolo.
Passe margarina na massa aberta, depois dobre e passe o rolo para espalhar a margarina.
Repita a operação 3 vezes.
Corte as bordas para a massa folhar.
Corte a massa em formato de um triângulo, coloque o presunto e a mussarela.
Enrole da parte maior para a menor.
Coloque em uma assadeira e pincele com 1 gema levemente batida, sal a gosto e 1 colher de sobremesa de óleo.
Deixe crescer até dobrar de volume.
Leve ao forno preaquecido, em temperatura média, para assar até os croissants ficarem dourados.
quinta-feira, 20 de agosto de 2020
Você pode, como nós fizemos uma das vêzes em que lá estivemos, fazer o passeio de barco nas reentranças das calangas e, depois, contorná-las de carro por cima das falésias. Os belvederes se sucedem infinitamente. Todas as paradas durante o percurso são dignas de serem vistas. O difícil é resistir onde não parar, já que, basta se aproximar de qualquer beira de precipício para você se deparar com visões de tirar o fôlego.
Os barcos, navios ou escunas, de onde se pode ter estado horas antes vendo tudo de baixo para cima, agora, viraram formiguinhas, casquinhas de nozes lá embaixo, no azul transparente do oceano que beija escandalosamente as rochas das falésias, num espetáculo de dar vertigens, tanto visto de baixo, quanto de cima.
É uma verdadeira sensação de se ver tudo de um avião em pleno voo. Nesse dia, levamos um piquenique, prática comum na França. O francês sente fome, para nas formidáveis instalações de “área de descanso” nas estradas, ou mesmo em qualquer paisagem escolhida, tira seu piquenique e come. Quase todos levam mesinha e banquinhos nos carros, só para isso.
Depois, resolvemos esticar o passeio até La Ciotat, uma cidade dona de um dos maiores estaleiros do país, construindo barcos e navios para toda Europa e o mundo. Meu marido aproveitou para me contar sobre seu primeiro emprego num estaleiro naval em Tarascon, quando ele tinha apenas 14 anos. Trabalhar como aprendiz de marceneiro construindo barcos, durante 3 anos, rende-lhe hoje, uma aposentadoria proporcional, claro, ao tempo de serviço, a qual lhe é legalmente enviada pelo correio. A quantia faria rir a qualquer um, mas a seriedade das leis é de tirar o chapéu, não é? Ele só deixou o emprego porque seu pai veio para o Brasil quando ele tinha dezessete anos. Embora sua vida profissional na Olivete tenha lhe mandado várias vêzes retornar para morar na Itália, França, além de outros países na América Latina, quando lhe perguntam se ele é francês, ele responde: _Se ainda restou alguma coisa... Mas seus hábitos e tradições ainda estão lá e afloram a cada momento como se ele fosse ainda o garoto que fazia navios no estaleiro de Tarascon.
Agora, antes de terminar, que tal descobrirem o gosto de um aperitivo feito à base de creme da fruta cassis? Você não precisa conhecer as maravilhas das calangas para apreciar essa saborosa bebida: uma parte de creme de cassis e duas de vinho branco suave ou seco, depende de seu gosto. Pronto! Você já terá experimentado o famoso “Kir”. A pronúncia é Kirrrrr, e ele é servido freqüentemente na França como aperitivo antes do almoço. Tintim, a bientot!
terça-feira, 18 de agosto de 2020
Agosto
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
Marseille
Eu acabara de chegar no mês de a gosto para morar na França. Meu tempo de licença, os três meses que temos para ficar num país estrangeiro, estava aspirando, assim que naquela manhã, estávamos na estrada rumo à Marseille para dar início ao processo da minha Carte de Sejour, uma carteira que nos habilita a permanecer até dez anosHá tempos, pensávamos ir a Marceille. Ela é a segunda cidade mais importante da França, na disputa com Nantes, também no páreo pelo segundo lugar. Meu marido queria me mostrar o cais do porto e seus arredores de mercados, feiras, comidas típicas e todo o ambiente do comércio mais antigo do mundo.
Como sempre, faltou algum documento e depois de enfrentar o característico mau humor dos atendentes franceses, eu saí do departamento de estrangeiros, apenas com uma carta provisória em mãos. Teríamos de voltar mais uma vez pelo documento. Mas, tínhamos quase o dia todo para explorar o lugar, sem contar a casa da tia Clemence e do tio Hopp os quais eu ainda não conhecia pessoalmente.
Andar pelos mercados de Marceille é como encontrar um pouquinho do Brasil. Lembra muito o Mercado Central de São Paulo, só que exposto nas ruas da cidade antiga. Quando algum brasileiro, radicado lá, pensa em fazer uma feijoada, é em Marceille que ele manda buscar os apetrechos. É, só ali, onde você encontra, por exemplo, a farinha de mandioca, a couve, a carne salgada, a cachaça de cana, etc. O mercado é uma mostra do que acontece no mundo, onde as raças exibem o que têm de mais típico.
No cais, em meio ao burburinho do movimento de navios mercantes, podemos contar com os barcos a velas, enormes e bem equipados, que levam ao passeio nas “calangas de Cassis”. Calangas são aquelas entradas bruscas que o mar construiu rochedos adentro. E a atração da viagem é entrar de escuna em cada calanga dessas, admirando a monstruosidade das alturas das falésias à nossa volta. Temos a sensação exata da nossa pequenez diante da paisagem de altos rochedos parecendo nos esconder, engolir-nos na casquinha de nozes que a escuna representa entre a imensidade das rochas e do lago salgado agitado de águas transparentes. O fundo dos barcos é de vidro de onde podemos assistir ao incrível balé dos peixes, algas e outros bichos do fundo do mar. E, a cada entrada numa calanga, é uma emoção diferente. Num passeio, visitam-se sete ou oito calangas. Nem precisa dizer que, após irmos ao mercado, fomos fazer esse trajeto de barco.
Hora do almoço, empapuçamo-nos com uma boa daquelas paellas, que estão a cada esquina da cidade velha, ou sendo servidas nos restaurantes do lugar. Após um sorvete de café, rumamos os quatro, sim, porque meus cunhados Marie e Robert estavam conosco, como sempre, à casa de tata Clemence na rue Paradise. Cumprimentos, cafezinho e visita à Igreja de “Notre Dame de la Garde” ali pertinho da casa dela. Construção de 1800, è um verdadeiro Forte e foi mesmo usado como tal nas Grandes Guerras. Fica no alto de um morro a 185 m acima do nível do mar, os quais se sobe por uma escada infinita, e de onde, uma vez lá em cima, se avista toda cidade e mar, até a tão famosa quanto pequena ilha onde fica o “Chateau Diff “ da história do livro que acabou virando filme: Conde de Monte Cristo.
A imagem de Notre Dame de la Garde está lá, em cima da torre mais alta da Igreja, e pode ser vista por toda Marceille. Dourada em folhas de ouro puro, sua luz resplandece abençoando a cidade. À Bientot
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
terça-feira, 11 de agosto de 2020
Meu ninho
Quero plantasPerfume da terraA brisa leveLivros arrumadosRoupas guardadasCompromissosSoluçõesRetornosTentativasPrenúnciosPeças encaixadasNum apartamentoPequeno demaispara os meus sonhosMas ninho perfeitoPara meus desafiosMeu ninhoQuero plantasPerfume da terraA brisa leveLivros arrumadosRoupas guardadasCompromissosSoluçõesRetornosTentativasPrenúnciosPeças encaixadasNum apartamentoPequeno demaispara os meus sonhosMas ninho perfeitoPara meus desafios
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
Ingredientes
- 150 g de bacon
- 1 kg de alcatra cortada em cubos grandes (pode ser músculo ou coxão mole também)
- 2 cenouras descascadas e fatiadas
- 1 cebola grande descascada e picada
- 1 garrafa de vinho tinto seco
- Ramos de alecrim e tomilho
- 1 folha de louro
- 1 talo de alho poró
- 1 talo de salsão
- 1 anis estrelado
- 1 dente de alho picado
- 12 echalotes – cebolas pequenas descascadas
- 200 g de champignons de Paris frescos, finamente fatiados
- 1 tablete de caldo de carne
- 1 tablete de tempero de cebola
- ½ xícara de chá de água
- 40 g de manteiga
- Açúcar, sal, pimenta e óleo a gosto
Modo de preparo
Em uma panela, frite o bacon e espere até ele ficar bem torradinho – retire da panela e reserve. Em um recipiente grande faça uma marinada: junte todos os legumes, a cebola grande picada, o alho poró, o salsão, o alho e os temperos e cubra tudo com o vinho tinto. Deixe a marinada descansar na geladeira de um dia para o outro.
Coloque uma frigideira para aquecer em fogo alto. Separe a carne da marinada e esprema ela bem para escorrer todo seu suco (pode-se usar um pano ou uma peneira grande). Refogue o alho e a cebola na frigideira e coloque a carne para cozinhar.
Em uma panela pequena aqueça uma mistura de manteiga e óleo. Descasque as echalotes e coloque-as na panela para dourar. Retire a carne da frigideira e reserve.
Na mesma frigideira acrescente os cogumelos. Acrescente a água e um pouco de açúcar nas echalotes, espere a água evaporar e o açúcar caramelizar, até que fiquem macias.
Coloque toda a marinada na panela onde estão os cogumelos e acrescente o sal, o caldo de carne e o tempero de cebola – cozinhe em fogo baixo, tampado, por 2 horas (ou até a carne ficar macia). No momento de servir, junte à panela o bacon reservado e as cebolas.
quarta-feira, 5 de agosto de 2020
Primavera na França













