Apenas amor de amar
Os mesmos cabelos...
A mesma boca...
Que eu não quero ver refletir
Que eu não quero mais afagar
Que eu não quero mais beijar
Ele estava ali, em meus braços...
E tão, tão distante...
Eu não o queria mais
Mas já o quis tanto
Há tempos atrás...
O que foi então que eu amei?
Acho que amei amar
Pensei que fosse ele o objeto
E agora, ele é um objeto
Gasto, vazio com o tempo...
Pobre menino cuja
figura embaça
E foge na espuma da vaga fria
É frio agora seu corpo
Já não o sinto mais com vida
E, no entanto, ele ri e me toca
Preparou se de espera
Num cântaro de saudade
Exorcizou o amor de mim
Que pena! Nem ao menos sei
Se estou triste ou liberta
Quero vê ló ainda à porta
Mas é tudo tão diferente e confuso
Eu me assusto com a bruma
Que apaga sua imagem...
Agora, você é apenas um sonho.
E eu posso , finalmente, dormir.

Nenhum comentário:
Postar um comentário