segunda-feira, 4 de maio de 2020

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A menina da Vila das Graças, poderia ser qualquer menina nascida numa vila operária entre as décadas de 50, 60...Época do êxodo do homem do campo para a cidade, os contos com início, meio e fim, de capítulo em capítulo, vão desdobrando as peripécias da menina ao mesmo tempo que, de pano de fundo, sutilmente, abordam os costumes, locais, registros reais da vida de uma população dependente das indústrias e da segurança da carteira assinada que lhes faltava na lavoura de café ou na pecuária. O pároco, o barbeiro, a quitanda dos japoneses, o armazém do italiano compõem o cenário por onde a menina corria, sonhava, fantasiava, vivia os faz-de-conta, sempre balançando as tranças e deixando parecer sua covinha linda naquele sorriso que encantava e a popularizava. Menina da Vila das Graças faz lembranças reviverem, histórias revelarem a sensibilidade de um tempo puro, famílias imigrantes e brasileiras num encontro de amor, carinho e sorrisos frouxos... Vila das Graças e a menina que sonhava..

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