terça-feira, 3 de abril de 2018



Empréstimo

Este cinza me cala
Me amarra
Com amarras de bruma
... E este frio  me esvazia
Num vazio  íntimo
Que só eu  percebo
 E robotizo  no que sou
Para os outros
O que não sou  
Paro  no  que  não  fui...
Oque me basta,
Já não  penso ...
 Busco viver  no sorrir do outro
As imagens  que passam
Que  estão na tela
  as assisto ...
E a noite
Apago  no espelho
O sorriso emprestado
E  balbuciando  uma reza
Vou dormir  de novo ...



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