Roussillon, o
Colorado Provençal
Nunca poderia imaginar que em plena Provence, poderíamos
encontrar um lugar tão vermelho e interessante quanto ao Colorado Americano. Pois
foi o que eu fiquei sabendo um dia de abril, logo após terminarmos o jantar.
Estávamos combinando o passeio do próximo domingo e a sugestão foi dada pela
Marie.
Pois bem,
paramos primeiro numa cidade de nome esquisito: APT.
APT é um
encanto. Lindas praças, fontes e a paisagem medieval misturada à moderna, fazem
dela um lugar pitoresco. Os restaurantes com suas cadeiras e mesas ao sol (o
francês adora se expor ao sol) permitem que você lagarteie, até um pouco demais
para o meu gosto. Fiquei o tempo todo com uma echarpe cobrindo a cabeça. Minha
cunhada me repreendia toda hora para que tirasse o lenço. Dizia que eu estava
parecendo uma muçulmana. Mais uma vez, o espírito ecumênico do brasileiro falou
mais alto e eu desobedeci “numa boa”. Sol de abril na cabeça, em pleno meio-dia
e meia? Isso é coisa de francês.
Bem, mas
não estou lhes escrevendo para contar sobre o sol da Provence e sim sobre o
famoso Colorado Francês. Acabamos de almoçar e não muito depois, chegamos a
Roussillon.
O centro da cidade já denota a cor ocre por tudo. Para
onde se olha, vê-se uma fina poeira amarelo ouro, meio avermelhado. E além do
mais, os habitantes, reconhecendo a força do fenômeno natural da região, pintam
suas casas e comércios de um ocre muito bonito, cor essa retirada das montanhas
vermelhas que circundam a região.
‘Mas, a verdadeira
atração do lugar fica por conta das formações montanhosas de terras que
alternam suas cores entre os tons de amarelo, rosa e vermelho. Trabalhadas pela
erosão natural, elas tomam as mais divertidas formas e matizes sugerindo as
mais diferentes figuras, de acordo com a imaginação dos turistas. Existem mesmo
panfletos com propagandas das formações mais divulgadas e conhecidas
mundialmente. Uma delas é a que se assemelha a um pênis gigantesco, já que são
formações montanhosas e podem ser vistas a centenas de metros do local.
A melhor maneira de vê-las de perto,
é seguir por umas trilhas bem marcadas com faixas de cores diversas, cada uma
sinalizando uma atração diferente. Basta adquirir um mapa e estar com roupas
apropriadas para se curtir uma caminhada não muito longa e cheia de surpresas.
Como não tínhamos nem uma coisa, nem outra, nós fizemos uma das piores
“burradas” das nossas vidas. Andamos apenas seguindo as marcas das trilhas e
ouvindo as informações de quem cruzava conosco, que, por sinal, eram as mais
desencontradas possíveis, o que fez com que andássemos sem rumo certo.e pouco
víssemos, de fato, dos monumentos naturais. Cheguei a tirar meus inapropriados
sapatos e irritada, constatei ao chegar ao ponto de partida, que, dali mesmo,
poderíamos ter visto quase todas as formações sem muito esforço. Que raiva!!!
Tiramos fotos e meu cunhado se
empolgou filmando a dantesca e mais fotografada dentre todas as curiosas
formações de terras vermelhas: o pênis gigante.
Imaginações à parte, Russion é, no
mínimo, um lugar interessante de ser visitado e faz jus ao seu título de
“Colorado Provençal”
Au revoir!!!
Roussillon, o
Colorado Provençal
Nunca poderia imaginar que em plena Provence, poderíamos
encontrar um lugar tão vermelho e interessante quanto ao Colorado Americano. Pois
foi o que eu fiquei sabendo um dia de abril, logo após terminarmos o jantar.
Estávamos combinando o passeio do próximo domingo e a sugestão foi dada pela
Marie.
Pois bem,
paramos primeiro numa cidade de nome esquisito: APT.
APT é um
encanto. Lindas praças, fontes e a paisagem medieval misturada à moderna, fazem
dela um lugar pitoresco. Os restaurantes com suas cadeiras e mesas ao sol (o
francês adora se expor ao sol) permitem que você lagarteie, até um pouco demais
para o meu gosto. Fiquei o tempo todo com uma echarpe cobrindo a cabeça. Minha
cunhada me repreendia toda hora para que tirasse o lenço. Dizia que eu estava
parecendo uma muçulmana. Mais uma vez, o espírito ecumênico do brasileiro falou
mais alto e eu desobedeci “numa boa”. Sol de abril na cabeça, em pleno meio-dia
e meia? Isso é coisa de francês.
Bem, mas
não estou lhes escrevendo para contar sobre o sol da Provence e sim sobre o
famoso Colorado Francês. Acabamos de almoçar e não muito depois, chegamos a
Roussillon.
O centro da cidade já denota a cor ocre por tudo. Para
onde se olha, vê-se uma fina poeira amarelo ouro, meio avermelhado. E além do
mais, os habitantes, reconhecendo a força do fenômeno natural da região, pintam
suas casas e comércios de um ocre muito bonito, cor essa retirada das montanhas
vermelhas que circundam a região.
‘Mas, a verdadeira
atração do lugar fica por conta das formações montanhosas de terras que
alternam suas cores entre os tons de amarelo, rosa e vermelho. Trabalhadas pela
erosão natural, elas tomam as mais divertidas formas e matizes sugerindo as
mais diferentes figuras, de acordo com a imaginação dos turistas. Existem mesmo
panfletos com propagandas das formações mais divulgadas e conhecidas
mundialmente. Uma delas é a que se assemelha a um pênis gigantesco, já que são
formações montanhosas e podem ser vistas a centenas de metros do local.
A melhor maneira de vê-las de perto,
é seguir por umas trilhas bem marcadas com faixas de cores diversas, cada uma
sinalizando uma atração diferente. Basta adquirir um mapa e estar com roupas
apropriadas para se curtir uma caminhada não muito longa e cheia de surpresas.
Como não tínhamos nem uma coisa, nem outra, nós fizemos uma das piores
“burradas” das nossas vidas. Andamos apenas seguindo as marcas das trilhas e
ouvindo as informações de quem cruzava conosco, que, por sinal, eram as mais
desencontradas possíveis, o que fez com que andássemos sem rumo certo.e pouco
víssemos, de fato, dos monumentos naturais. Cheguei a tirar meus inapropriados
sapatos e irritada, constatei ao chegar ao ponto de partida, que, dali mesmo,
poderíamos ter visto quase todas as formações sem muito esforço. Que raiva!!!
Tiramos fotos e meu cunhado se
empolgou filmando a dantesca e mais fotografada dentre todas as curiosas
formações de terras vermelhas: o pênis gigante.
Imaginações à parte, Russion é, no
mínimo, um lugar interessante de ser visitado e faz jus ao seu título de
“Colorado Provençal”
Au revoir!!!

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