quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Roussillon, o Colorado Provençal

 

Nunca poderia imaginar que em plena Provence, poderíamos encontrar um lugar tão vermelho e interessante quanto ao Colorado Americano. Pois foi o que eu fiquei sabendo um dia de abril, logo após terminarmos o jantar. Estávamos combinando o passeio do próximo domingo e a sugestão foi dada pela Marie.

            Pois bem, paramos primeiro numa cidade de nome esquisito: APT.

            APT é um encanto. Lindas praças, fontes e a paisagem medieval misturada à moderna, fazem dela um lugar pitoresco. Os restaurantes com suas cadeiras e mesas ao sol (o francês adora se expor ao sol) permitem que você lagarteie, até um pouco demais para o meu gosto. Fiquei o tempo todo com uma echarpe cobrindo a cabeça. Minha cunhada me repreendia toda hora para que tirasse o lenço. Dizia que eu estava parecendo uma muçulmana. Mais uma vez, o espírito ecumênico do brasileiro falou mais alto e eu desobedeci “numa boa”. Sol de abril na cabeça, em pleno meio-dia e meia? Isso é coisa de francês.

            Bem, mas não estou lhes escrevendo para contar sobre o sol da Provence e sim sobre o famoso Colorado Francês. Acabamos de almoçar e não muito depois, chegamos a Roussillon.

O centro da cidade já denota a cor ocre por tudo. Para onde se olha, vê-se uma fina poeira amarelo ouro, meio avermelhado. E além do mais, os habitantes, reconhecendo a força do fenômeno natural da região, pintam suas casas e comércios de um ocre muito bonito, cor essa retirada das montanhas vermelhas que circundam a região.

‘Mas, a verdadeira atração do lugar fica por conta das formações montanhosas de terras que alternam suas cores entre os tons de amarelo, rosa e vermelho. Trabalhadas pela erosão natural, elas tomam as mais divertidas formas e matizes sugerindo as mais diferentes figuras, de acordo com a imaginação dos turistas. Existem mesmo panfletos com propagandas das formações mais divulgadas e conhecidas mundialmente. Uma delas é a que se assemelha a um pênis gigantesco, já que são formações montanhosas e podem ser vistas a centenas de metros do local.

            A melhor maneira de vê-las de perto, é seguir por umas trilhas bem marcadas com faixas de cores diversas, cada uma sinalizando uma atração diferente. Basta adquirir um mapa e estar com roupas apropriadas para se curtir uma caminhada não muito longa e cheia de surpresas. Como não tínhamos nem uma coisa, nem outra, nós fizemos uma das piores “burradas” das nossas vidas. Andamos apenas seguindo as marcas das trilhas e ouvindo as informações de quem cruzava conosco, que, por sinal, eram as mais desencontradas possíveis, o que fez com que andássemos sem rumo certo.e pouco víssemos, de fato, dos monumentos naturais. Cheguei a tirar meus inapropriados sapatos e irritada, constatei ao chegar ao ponto de partida, que, dali mesmo, poderíamos ter visto quase todas as formações sem muito esforço. Que raiva!!!

            Tiramos fotos e meu cunhado se empolgou filmando a dantesca e mais fotografada dentre todas as curiosas formações de terras vermelhas: o pênis gigante.

            Imaginações à parte, Russion é, no mínimo, um lugar interessante de ser visitado e faz jus ao seu título de “Colorado Provençal”

            Au revoir!!!

 

Roussillon, o Colorado Provençal

 

Nunca poderia imaginar que em plena Provence, poderíamos encontrar um lugar tão vermelho e interessante quanto ao Colorado Americano. Pois foi o que eu fiquei sabendo um dia de abril, logo após terminarmos o jantar. Estávamos combinando o passeio do próximo domingo e a sugestão foi dada pela Marie.

            Pois bem, paramos primeiro numa cidade de nome esquisito: APT.

            APT é um encanto. Lindas praças, fontes e a paisagem medieval misturada à moderna, fazem dela um lugar pitoresco. Os restaurantes com suas cadeiras e mesas ao sol (o francês adora se expor ao sol) permitem que você lagarteie, até um pouco demais para o meu gosto. Fiquei o tempo todo com uma echarpe cobrindo a cabeça. Minha cunhada me repreendia toda hora para que tirasse o lenço. Dizia que eu estava parecendo uma muçulmana. Mais uma vez, o espírito ecumênico do brasileiro falou mais alto e eu desobedeci “numa boa”. Sol de abril na cabeça, em pleno meio-dia e meia? Isso é coisa de francês.

            Bem, mas não estou lhes escrevendo para contar sobre o sol da Provence e sim sobre o famoso Colorado Francês. Acabamos de almoçar e não muito depois, chegamos a Roussillon.

O centro da cidade já denota a cor ocre por tudo. Para onde se olha, vê-se uma fina poeira amarelo ouro, meio avermelhado. E além do mais, os habitantes, reconhecendo a força do fenômeno natural da região, pintam suas casas e comércios de um ocre muito bonito, cor essa retirada das montanhas vermelhas que circundam a região.

‘Mas, a verdadeira atração do lugar fica por conta das formações montanhosas de terras que alternam suas cores entre os tons de amarelo, rosa e vermelho. Trabalhadas pela erosão natural, elas tomam as mais divertidas formas e matizes sugerindo as mais diferentes figuras, de acordo com a imaginação dos turistas. Existem mesmo panfletos com propagandas das formações mais divulgadas e conhecidas mundialmente. Uma delas é a que se assemelha a um pênis gigantesco, já que são formações montanhosas e podem ser vistas a centenas de metros do local.

            A melhor maneira de vê-las de perto, é seguir por umas trilhas bem marcadas com faixas de cores diversas, cada uma sinalizando uma atração diferente. Basta adquirir um mapa e estar com roupas apropriadas para se curtir uma caminhada não muito longa e cheia de surpresas. Como não tínhamos nem uma coisa, nem outra, nós fizemos uma das piores “burradas” das nossas vidas. Andamos apenas seguindo as marcas das trilhas e ouvindo as informações de quem cruzava conosco, que, por sinal, eram as mais desencontradas possíveis, o que fez com que andássemos sem rumo certo.e pouco víssemos, de fato, dos monumentos naturais. Cheguei a tirar meus inapropriados sapatos e irritada, constatei ao chegar ao ponto de partida, que, dali mesmo, poderíamos ter visto quase todas as formações sem muito esforço. Que raiva!!!

            Tiramos fotos e meu cunhado se empolgou filmando a dantesca e mais fotografada dentre todas as curiosas formações de terras vermelhas: o pênis gigante.

            Imaginações à parte, Russion é, no mínimo, um lugar interessante de ser visitado e faz jus ao seu título de “Colorado Provençal”

            Au revoir!!!

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