quarta-feira, 1 de julho de 2020


Cotidiano

De repente, um susto
Um frio no peito
Borboletas no estômago...
Entre neblina e telhados
Eu a vejo fugidia
Enorme, prateada...
Seis e trinta da manhã
Você me esperou
Pena, não posso parar
Tenho de correr para o trabalho
Queria correr pra você

Ei, aonde você foi?
Não a vejo mais
Tenho de tomar o ônibus
Até a noite, Lua linda
Obrigada por se fazer presente
Neste momento cinza
Do meu cotidiano...

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