É Assim
É assim nesses lapsos sem atos
No nada que me vem de um vazio
A poesia e o querer de repente
Dar forma e plasmar
A solidão do meu eu indeciso
O amor desperdiçado
O sentimento encantado
O marasmo mofado
Do não acontecer
Do esquecer de existir
Do lembrar que sou reles
Num tanto de espaços
De colossal dimensão
De infinitos quereres
E procurar o mágico
De se fazer entender
De ser estar despontar
Rasgando múltiplos véus
De nascer de partos mil
De uma vida que teima em
Em se repetir...

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