Tarasca de Tarascon
Hoje estou com vontade de escrever para vocês a História de Tarascon.
Antes de pisar essa cidade, eu já ouvira meu marido contar, entre uma baforada e outra de cachimbo, a origem do nome de sua cidade natal.
Tarascon, que não raramente eu erro sua grafia, colocando um ”r” a mais, transcrevendo quase foneticamente sua pronúncia:”Tarrascon”, era uma pequena província, muito Antes de Cristo, localizada entre alagados, rios e lagoas.
Quase uma ilha, ela teve sua geografia modificada através dos tempos, e hoje, de suas antigas águas, restaram o Rio Rhône que corta a região e um pouco mais longe, nos arredores de suas vizinhas Arles, Santa Marie de la Mer e adjacências, o famoso “pantanal” francês, a “La Camarga”, região de criação de touros e plantação de arroz.
Mas voltemos àquela pequena Província perdida no mapa antigo da França, numa época em que o mundo estava passando pelo nascimento do Cristianismo, e mal tinha ouvido falar na chegada de um Salvador.
O povo desse lugar andava muito assustado com um monstro horripilante, de tremenda bocarra e que usava da calda para golpear e matar, para depois devorar sem piedade suas vítimas. Não respeitava ninguém. Mulheres, crianças, pescadores, quase toda família do lugar, já havia se enlutado por conta do monstro assassino.
Chamavam-no ”Tarasca” (tarrasca), uma palavra do patuá local.
Ninguém mais queria passar perto do rio. Na cidade havia só luto e desespero. Alguns heróis tentaram livrar a cidade desse meio dragão, meio serpente, mas nada!
O tempo foi passando e o povoado recebeu uma visitante que lá fixou sua morada. Chamava-se Marta. Ela mesma, nada menos que a irmã de Lázaro, ressuscitado por Jesus Cristo.
Era o ano 30 DC, um pouco mais, um pouco menos, e os discípulos e apóstolos Dele, espalharam-se pelo Velho Mundo, pregando a Palavra e levando os fundamentos cristãos. Por isso vamos encontrar Marta à beira do Rio Rhône, onde hoje é o castelo do Roi René, falando ao povo e tentando acalma-los em relação ao monstro assassino. AS rochas, que hoje servem de alicerce para o castelo, escondia a caverna da “Tarasca”.
Marta, numa demonstração de fé diante do povo aflito, benze o animal que dela se aproximava ameaçadoramente. Como que por milagre, o animal se acalma e, como hipnotizado, permite que os homens se aproximem e o matem, livrando o vilarejo do terror em que viviam.
O acontecido espalhou-se convertendo a cidade e atraindo peregrinos de muitos lugares em busca de conforto nas palavras daquela mulher, verdadeiro testemunho de fé.
Hoje, então, Santa Marta para os católicos ou simplesmente Marta para os evangélicos está enterrada no sub-solo da Igreja de Santa Marta, centro de Tarascon que deve seu nome à Tarasca, esse monstro que por muito tempo aterrorizou seus moradores no passado. Turistas do mundo todo, ao visitar o castelo, aproveitam para ver o túmulo da Santa.
Desde a era medieval, um dia do ano é consagrado às lembranças do ato heróico de Santa Marta e à figura da Tarasca, que, feita em papel maché, é arrastada pela cidade pelas mãos dos tarasconeses. É uma grande festa, e as crianças, principalmente, divertem-se ao persegui-la pelas ruas. Ela é verde, tem um rabo de dragão e uma cabeça redonda e cheia de “serras” pontudas como um dinossauro. A barriga enorme e redonda completa a figura do monstro descomunal.
As pessoas foram atrás de uma explicação plausível para essa história e descobriram tratar-se, essa fera, de um crocodilo nativo de terras orientais possa ter vindo parar em Tarascon. Como o povo ocidental da época nunca ouvira falar, nem tivera conhecimento da existência de algo tão pré-histórico e feroz, pensaram tratar-se de um monstro apocalíptico.
É...mas o fato da Santa Marta ter paralisado o monstro a fim de que os homens pudessem matá-lo, permanece ainda em mistério...
À bientot! À toute l´heure!!!!
Antes de pisar essa cidade, eu já ouvira meu marido contar, entre uma baforada e outra de cachimbo, a origem do nome de sua cidade natal.
Tarascon, que não raramente eu erro sua grafia, colocando um ”r” a mais, transcrevendo quase foneticamente sua pronúncia:”Tarrascon”, era uma pequena província, muito Antes de Cristo, localizada entre alagados, rios e lagoas.
Quase uma ilha, ela teve sua geografia modificada através dos tempos, e hoje, de suas antigas águas, restaram o Rio Rhône que corta a região e um pouco mais longe, nos arredores de suas vizinhas Arles, Santa Marie de la Mer e adjacências, o famoso “pantanal” francês, a “La Camarga”, região de criação de touros e plantação de arroz.
Mas voltemos àquela pequena Província perdida no mapa antigo da França, numa época em que o mundo estava passando pelo nascimento do Cristianismo, e mal tinha ouvido falar na chegada de um Salvador.
O povo desse lugar andava muito assustado com um monstro horripilante, de tremenda bocarra e que usava da calda para golpear e matar, para depois devorar sem piedade suas vítimas. Não respeitava ninguém. Mulheres, crianças, pescadores, quase toda família do lugar, já havia se enlutado por conta do monstro assassino.
Chamavam-no ”Tarasca” (tarrasca), uma palavra do patuá local.
Ninguém mais queria passar perto do rio. Na cidade havia só luto e desespero. Alguns heróis tentaram livrar a cidade desse meio dragão, meio serpente, mas nada!
O tempo foi passando e o povoado recebeu uma visitante que lá fixou sua morada. Chamava-se Marta. Ela mesma, nada menos que a irmã de Lázaro, ressuscitado por Jesus Cristo.
Era o ano 30 DC, um pouco mais, um pouco menos, e os discípulos e apóstolos Dele, espalharam-se pelo Velho Mundo, pregando a Palavra e levando os fundamentos cristãos. Por isso vamos encontrar Marta à beira do Rio Rhône, onde hoje é o castelo do Roi René, falando ao povo e tentando acalma-los em relação ao monstro assassino. AS rochas, que hoje servem de alicerce para o castelo, escondia a caverna da “Tarasca”.
Marta, numa demonstração de fé diante do povo aflito, benze o animal que dela se aproximava ameaçadoramente. Como que por milagre, o animal se acalma e, como hipnotizado, permite que os homens se aproximem e o matem, livrando o vilarejo do terror em que viviam.
O acontecido espalhou-se convertendo a cidade e atraindo peregrinos de muitos lugares em busca de conforto nas palavras daquela mulher, verdadeiro testemunho de fé.
Hoje, então, Santa Marta para os católicos ou simplesmente Marta para os evangélicos está enterrada no sub-solo da Igreja de Santa Marta, centro de Tarascon que deve seu nome à Tarasca, esse monstro que por muito tempo aterrorizou seus moradores no passado. Turistas do mundo todo, ao visitar o castelo, aproveitam para ver o túmulo da Santa.
Desde a era medieval, um dia do ano é consagrado às lembranças do ato heróico de Santa Marta e à figura da Tarasca, que, feita em papel maché, é arrastada pela cidade pelas mãos dos tarasconeses. É uma grande festa, e as crianças, principalmente, divertem-se ao persegui-la pelas ruas. Ela é verde, tem um rabo de dragão e uma cabeça redonda e cheia de “serras” pontudas como um dinossauro. A barriga enorme e redonda completa a figura do monstro descomunal.
As pessoas foram atrás de uma explicação plausível para essa história e descobriram tratar-se, essa fera, de um crocodilo nativo de terras orientais possa ter vindo parar em Tarascon. Como o povo ocidental da época nunca ouvira falar, nem tivera conhecimento da existência de algo tão pré-histórico e feroz, pensaram tratar-se de um monstro apocalíptico.
É...mas o fato da Santa Marta ter paralisado o monstro a fim de que os homens pudessem matá-lo, permanece ainda em mistério...
À bientot! À toute l´heure!!!!

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