Portugal III
A caminho de
Chagas, enjoei. Muitas curvas. Mas foi em Braga, a nossa parada turística.
Queríamos ver as famosas escadarias da Igreja de Bom Jesus. Impossível
fotografar, chovia a cântaros. Os mais de cem degraus divididos em lances que
contavam a Via Sacra através de imagens sacras e inscrições, tiveram de ser
trazidos em cartões postais. Percorremos tudo debaixo de incômodos
guarda-chuvas (se é que algum guarda-chuva algum dia foi cômodo e prático).
Antes de
estar a caminho de Braga, a idéia de passar por Cantanhede, terra natal de meus
avós paternos (Barradas, Sarraipo e Simões Patto), jamais me passara pela
cabeça, não ousei aventar a possibilidade, propor aos demais participantes da
viagem. Pensei em termos de Brasil continente, das grandes distâncias. Mas, eis
que de repente, estacionados para tirar fotos de uns bois com chifres imensos,
próprios daquele lugar, o pastor da manada nos contou estarmos atravessando
Trás dos Montes, tantas vezes mencionado por minha vó Maria da Luz. Aí, eu
disparei: “O senhor poderia nos dizer se Cantanhede fica muito fora da estrada
para a cidade do Porto??” Ao que ele respondeu negativamente. Comecei a me
animar. Na próxima parada num restaurante de estrada, ganhamos um mapa dos
simpáticos donos e mais prestativas informações sobre Cantanhede. Diga-se de
passagem, o humor dos portugueses, em nada lembra a austeridade dos outros
europeus.
Havia um
enorme congestionamento na chegada a Porto. Madrid jogava com o time da cidade,
o que explicava o caos do trânsito naquela noite.
Pela manhã,
fomos visitar a cidade. A chuva havia dado uma trégua, embora o céu
permanecesse nublado. As estreitas ruelas, lembraram-me o Pelourinho, na Bahia.
Roupas coloridas balançavam-se nos varais presos pelo lado de fora das janelas
dos sobrados. Um ar de favela, familiar, com nomes hilários nas fachadas de
botecos e pensões: “Buraco da Velha, Toca do Tatu, e tais”. Tudo nos lembrava
do Brasil. Sorrisos nas bochechas vermelhas de bigodudas portuguesas vestidas
de preto até os pés, homens bem humorados falando alto e fazendo piadas de
tudo. Uma delícia quase brasileira estar entre eles. Mas não se assustem,
estávamos percorrendo a cidade velha do Porto, que é, na verdade, a segunda
cidade de Portugal, moderna e elegante. Meu avô Chico, que lá nascera, antes de
ir para Catanhede ficar com a vovó, orgulhar-se-ia dela. As Igrejas? Lindas
como as de Ouro Preto:Lapa, Gonçalo, Bom Jesus...
As margens
do Rio D´Ouro formam um espetáculo à parte com suas casas assobradadas
refletindo nas águas mansas. Uma ponte gigantesca em ferro, corta o Rio na
forma de um promissor arco-íris trazendo uma monumental inscrição onde se lê:”
Porto Patrimônio do Mundo”.
Atravessamos
a ponte, e já em Vila Nova de Gaia, na Grande Porto, visitamos as cavas de
vinho do porto “Ramos Pinto”
Bem, mas aquilo que de interessante a guia nos
contou sobre o cultivo das uvas desse tão famoso vinho... Ficará para um outro
capitulo.
Até breve!
Portugal III
A caminho de
Chagas, enjoei. Muitas curvas. Mas foi em Braga, a nossa parada turística.
Queríamos ver as famosas escadarias da Igreja de Bom Jesus. Impossível
fotografar, chovia a cântaros. Os mais de cem degraus divididos em lances que
contavam a Via Sacra através de imagens sacras e inscrições, tiveram de ser
trazidos em cartões postais. Percorremos tudo debaixo de incômodos
guarda-chuvas (se é que algum guarda-chuva algum dia foi cômodo e prático).
Antes de
estar a caminho de Braga, a idéia de passar por Cantanhede, terra natal de meus
avós paternos (Barradas, Sarraipo e Simões Patto), jamais me passara pela
cabeça, não ousei aventar a possibilidade, propor aos demais participantes da
viagem. Pensei em termos de Brasil continente, das grandes distâncias. Mas, eis
que de repente, estacionados para tirar fotos de uns bois com chifres imensos,
próprios daquele lugar, o pastor da manada nos contou estarmos atravessando
Trás dos Montes, tantas vezes mencionado por minha vó Maria da Luz. Aí, eu
disparei: “O senhor poderia nos dizer se Cantanhede fica muito fora da estrada
para a cidade do Porto??” Ao que ele respondeu negativamente. Comecei a me
animar. Na próxima parada num restaurante de estrada, ganhamos um mapa dos
simpáticos donos e mais prestativas informações sobre Cantanhede. Diga-se de
passagem, o humor dos portugueses, em nada lembra a austeridade dos outros
europeus.
Havia um
enorme congestionamento na chegada a Porto. Madrid jogava com o time da cidade,
o que explicava o caos do trânsito naquela noite.
Pela manhã,
fomos visitar a cidade. A chuva havia dado uma trégua, embora o céu
permanecesse nublado. As estreitas ruelas, lembraram-me o Pelourinho, na Bahia.
Roupas coloridas balançavam-se nos varais presos pelo lado de fora das janelas
dos sobrados. Um ar de favela, familiar, com nomes hilários nas fachadas de
botecos e pensões: “Buraco da Velha, Toca do Tatu, e tais”. Tudo nos lembrava
do Brasil. Sorrisos nas bochechas vermelhas de bigodudas portuguesas vestidas
de preto até os pés, homens bem humorados falando alto e fazendo piadas de
tudo. Uma delícia quase brasileira estar entre eles. Mas não se assustem,
estávamos percorrendo a cidade velha do Porto, que é, na verdade, a segunda
cidade de Portugal, moderna e elegante. Meu avô Chico, que lá nascera, antes de
ir para Catanhede ficar com a vovó, orgulhar-se-ia dela. As Igrejas? Lindas
como as de Ouro Preto:Lapa, Gonçalo, Bom Jesus...
As margens
do Rio D´Ouro formam um espetáculo à parte com suas casas assobradadas
refletindo nas águas mansas. Uma ponte gigantesca em ferro, corta o Rio na
forma de um promissor arco-íris trazendo uma monumental inscrição onde se lê:”
Porto Patrimônio do Mundo”.
Atravessamos
a ponte, e já em Vila Nova de Gaia, na Grande Porto, visitamos as cavas de
vinho do porto “Ramos Pinto”
Bem, mas aquilo que de interessante a guia nos
contou sobre o cultivo das uvas desse tão famoso vinho... Ficará para um outro
capitulo.
Até breve!

Nenhum comentário:
Postar um comentário