Este cinza me cala
Me amarra
Com amarras de bruma
Num vazio íntimo
Que só eu percebo
E robotizo no que sou
Para os outros o que não sou
Paro no que não fui...
O que me basta
Já não penso...
Busco viver no sorrir do outro
As imagens que passam
Estão na tela
Só as assisto...
E à noite
Apago no espelho
O sorriso emprestado
E balbuciando uma reza
Vou dormir de novo...
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