Renúncia
É tarde e
Poetar já não posso...
Árvore seca em mangue estéreo
Flutuo em água desmaiada
De terra cansada inerte
...Nem vida ensaiada escondo
Disfarço a poesia que vem
No vento
Abandono as palavras que vêm
Do tempo
Não ouço as rimas que pousam
Como abelha nas flores
Do sonho
Nem percebo a melodia que sopra
Na dança louca dos coqueiros
...Que busquem outros insanos poetas
Que aportem à porta dos mendigos
Românticos...
...Eu quero a negação do belo
Que se entrega
E como o avestruz escondo-me hoje
Na nostalgia que me leva
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